sábado, 16 de agosto de 2014

Uma Vida Vitoriosa

Rev. Arival Dias Casimiro
Ser vitorioso segundo o ensino da Bíblia está relacionado com aquilo que somos mais do que com aquilo que realizamos. Ser um escolhido de Deus, estar em Cristo é o segredo da vitória: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).
Por sermos filhos de Deus, a vitória é sempre nossa pela obediência da fé, mesmo quando nos deparamos com obstáculos impossíveis e problemas humanamente insolúveis. É maravilhoso saber que você e eu podemos realmente optar pela vitória, enquanto aqueles que não estão em Cristo, não têm essa opção, a menos, é claro, que se arrependam e creiam em Jesus.
O livro de Josué é um manual de vitória. O nome Josué significa “O Senhor salva” ou “Deus é salvação”. O livro foi escrito no ano 1050 a.C. e o seu tema principal é mostrar que Deus cumpre Suas promessas. No capítulo 6 está registrado a primeira vitória do povo de Deus sob o comando de Josué, na grande tarefa de conquistar a terra prometida. É a grande vitória dos escolhidos de Deus contra a poderosa cidade de Jericó. Tal vitória nos ensina e nos enche de esperança hoje! (Rm 15.4).
Como podemos ter uma vida vitoriosa? Como vencer inimigos mais poderosos? Como avançar diante de grandes obstáculos?
1- A Vitória é uma Dádiva de Deus - O Primeiro princípio bíblico para uma vida vitoriosa é sabermos que toda vitória procede do Senhor. No versículo 6.2, Deus afirma: “Entreguei na sua mão a Jericó”. A vitória a Jericó era uma dádiva de Deus. A promessa já tinha sido revelada a Josué: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés” (Js 1.3).
A Bíblia ensina claramente esta verdade: “O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do Senhor“ (Pv 21.31). Os filhos de Core testemunhavam: (Sl 44.1-4).
Observe que é Deus o grande responsável pelas vitórias de Seu povo.
Ele é quem ordena a vitória, diferentemente da falsa teologia atual, quando pessoas estão dando ordens a Deus.
2-Os Pré-requisitos para a Vitória - Deus é a fonte de nossas vitórias. Logo, qual deve ser a minha participação? O que eu preciso fazer para ser um vitorioso? O livro de Josué nos oferece alguns pré-requisitos espirituais.
a. Fé - A fé é o primeiro pré-requisito para a vitória. Sem fé é impossível agradar a Deus. Sem fé não há conquistas, não avançamos, não somos galardoados pelo Senhor. Jericó foi conquistada pela fé, como testifica o autor aos Hebreus: (Hb 11.30-31). A fé é o instrumento por meio do qual conquistamos as vitórias espirituais.
b. Santificação - A santificação é o segundo pré-requisito para a vitória. Josué disse ao povo:
“Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilha no meio de vós” (Js 3.5). As maravilhas da passagem do Jordão e da destruição de Jericó deveriam ser precedidas pela santificação do povo e da liderança (Js 5.13-15). Todos os atos de Deus são santos, reflexos da Sua natureza santíssima.
c. Seguir as estratégias de Deus - A obediência é o terceiro pré-requisito para a vitória. Obedecer significa seguir à risca as estratégias de Deus. As instruções foram dadas minuciosamente a Josué: “sete sacerdotes, sete trombetas, sete dias, no sétimo dia sete vezes” (Js 6.3-11). Geralmente, as estratégias de Deus são simples e, aparentemente, absurdas. O grande objetivo de Deus, provavelmente, é revelar o seu poder por meio de nossa fraqueza.
A vitória sempre será fruto da obediência à Palavra de Deus: (Js 1.7).
d. Agir Corajosamente - A ação é o quarto pré-requisito à vitória. O livro de Josué nos ensina que a conquista da terra prometida era um ato de posse: “Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais” (Js 1.6). Deus agiu, as muralhas caíram e o povo tomou posse da cidade de Jericó. Agir corajosamente em obediência ao chamado de Deus é vocação do cristão e do povo de Deus. Tiago nos adverte quanto ao praticar ou agir conforme aprendemos: “Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticamente, esse será bem-aventurada no que realizar” (Tg 1.25). Seja um operoso praticante!

http://www.ippinheiros.org.br/wp-content/uploads/2014/04/Boletim-IP-Pinheiros-27-04.pdf

A MÚSICA QUE AGRADA A DEUS


"E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor" (Sl 40.3).


A música que agrada a Deus tem quatro características:

1) Sua origem é divina - "E me pôs nos lábios...".

2) Sua natureza é espiritual - "... um novo cântico..."

3) Seu propósito é glorioso - "... um hino de louvor ao nosso Deus..."

4) Seu resultado é abençoador - "... muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor".


Hernandes Dias Lopes

Família, projeto de Deus

Texto: Sl 127. 1, 2

Introdução

 O salmista não está necessariamente falando sobre a casa física, material, como paredes, telhados, portas, etc. Mas está se referindo as pessoas que formam a constituição da família e os atributos necessários para que a mesma se mantenha. Ele fala do desperdício de esforços, caso o Senhor não esteja presente. Vemos claramente a diferença do que é dependente Dele de quem não é.

1) Deus da segurança.
- Edifica a casa
- Guarda a Casa

2) Deus da prosperidade.
- Provê finanças/ A renda é dada por Ele.
- Mantém a Casa/ Sustenta a família.
- Concede o sono/ Benção de Deus.

3) Deus da fecundidade
- Acrescenta filhos.
- Acrescenta felicidade.
- Sendo o maior tesouro que podemos ter.

Conclusão:
Deus está no centro da sua família?
Há dependência ou independência de Deus na sua casa?



A CONSAGRAÇÃO CONTÍNUA DO POVO DE DEUS


Lv 6.8-13
Introdução
Até este ponto vimos as instruções que Moisés recebeu para transmitir ao povo a respeito dos sacrifícios. Mas aqui começam as instruções que ele deveria dar aos sacerdotes. Ele deveria dar ordem a Arão e a seus filhos, v. 9.
O ponto fundamental que vamos abordar aqui é que a consagração que o Senhor deseja e exige de Seu povo não é ocasional, mas contínua.
I. SEU SENTIDO LITERAL
1) O sacerdote deveria cuidar das cinzas do holocausto, para que fossem dispostas em ordem, vv. 10,11. Ele deveria limpar o altar removendo as cinzas a cada manhã, e levando-as para o lado oriental do altar, que era o mais distante do santuário. Isto ele deveria fazer usando as suas vestes de linho, aquelas que ele deveria usar quando fizesse qualquer serviço no altar. E então deveria despir- se, e colocar outras vestes, ou as suas vestes comuns, ou (como alguns pensam) outras vestes sacerdotais menos formais, e deveria levar a cinza fora do arraial para um lugar limpo. As implicações disso são duas:
a) Deus queria que isto fosse feito para a honra de seu altar e dos sacrifícios que eram queimados sobre ele. Até mesmo as cinzas dos sacrifícios deveriam ser preservadas, para testificar sobre a consideração que Deus tinha por eles. O Senhor era honrado através desta oferta queimada, e, portanto, desse modo a própria oferta era honrada. E alguns entendem que este cuidado que era tomado a respeito das cinzas do sacrifício tipificava o sepultamento do nosso Salvador. O seu corpo morto (as cinzas do seu sacrifício) foi cuidadosamente colocado no jardim, em um sepulcro novo, que era um lugar limpo. Também era necessário que o altar fosse mantido o mais limpo possível. O fogo sobre ele queimaria melhor, e é decente que, em uma casa, o local do fogo, onde se preparam os alimentos, seja um local bastante limpo.
b) Deus queria que os próprios sacerdotes o mantivessem assim, para ensinar tanto a eles como a nós que devemos nos submeter aos serviços aparentemente mais inferiores, para a honra de Deus, e do seu altar. O próprio sacerdote não só tinha que acender o fogo, mas limpar a fornalha, e levar as cinzas para fora. Os servos de Deus não devem pensar que nada lhes seja inferior, exceto o pecado.
2) O sacerdote deveria tomar conta do fogo sobre o altar, para que fosse mantido sempre aceso.  Isto é insistido aqui (vv.  9,12), e esta lei expressa é dada:  fogo arderá continuamente sobre o altar. Não se apagará, v. 13.  Podemos supor que nenhum dia passava se sacrifícios extraordinários, os quais eram sempre oferecidos entre o cordeiro de manhã e da noite. De forma que desde a manhã até a noite o fogo do altar era mantido aceso. Mas para mantê-lo a noite toda até de manhã (v. 9) eram necessários alguns cuidados. Aqueles que cuidam de boas casas nunca deixam o fogo da cozinha se apagar.
II. SEU SENTIDO FIGURADO
1) SEU SENTIDO FIGURADO EM RELAÇÃO AO EVANGELHO.
a. Que todos temos constantemente a necessidade da expiação.
b. Que os sacrifícios levíticos são insuficientes para nós.
c. Que Deus tinha a intenção de fornecer um sacrifício satisfatório.
d. Que todos os que repudiaram esse Grande Sacrifício devem esperar julgamentos severos.
2) SEU SENTIDO FIGURADO EM RELAÇÃO À IGREJA.
Esse altar representa o coração do homem, a partir do qual ofertas de todo tipo sobem a Deus (Hb 13.15, 16). Nossos corpos são templos do Espírito Santo e, como sacerdotes de Deus, "estamos a oferecer a nós mesmos sacrifício vivo, santo e agradável a Ele" (Rm 12.1,2). Por isso, em relação a Igreja podemos dizer que o fogo da consagração deve ser –
a. Divinamente aceso (9.24). Deve vir da presença do Senhor, ou vamos oferecer fogo estranho no altar. O batismo de fogo, como o do Espírito Santo, é de cima. O novo nascimento é de cima.
b. Constantemente reabastecido. O fogo do altar era todo dia alimentado pelos sacrifícios repetidos. Entusiasmada consagração só pode ser sustentada por combustível adequado. "Temos que acumular gratas recordações, resoluções santas, serviços de autonegação. O flash de emoção religiosa não será suficiente, Deus não vai aceitar as cinzas brancas de um fogo extinto.
c. Frequentemente renovado. O fogo não deve ser sufocado ou atenuado, seria necessário ar fresco, e agitação: o fogo em nossos corações precisa de ar fresco do céu - a ser agitado por esforços renovados - precisamos tomando cuidado com as influências que podem leva-lo a extinção, como paixões profanas, ansiedades indevidas, a descrença em Deus.
d. Criteriosamente controlado. O fogo sobre o altar foi mantido dentro de limites razoáveis​​, ou poderia ter se espalhado por todo acampamento, causando um desastre. Zelo e consagração deve ser governada pela inteligência, ou eles vão degenerar em fanatismo e levar à intolerância e perseguição. Vamos procurar ser folheados ou chapeados de zelo como de um manto, e possuir o fogo sagrado em nossas almas.
Aplicação
Jesus é o sacrifício perfeito oferecido uma única vez por nós, que nos livra do poder do pecado.

A consagração que o Senhor deseja e exige de Seu povo não é ocasional, mas contínua.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O INTERESSE ESPECIAL DE DEUS PELO SEU POVO


Texto: Fp 2.14-16
INTRODUÇÃO
Aqui, o apóstolo continua a desenvolver o tema que vem ocupando a sua atenção em todo esse trecho. Nos versos 12 e 13, ele fala da natureza da vida cristã, de como Deus está no início, no meio e no fim da nossa salvação, concluindo com a exortação de que devemos desenvolver essa vida que recebemos de Deus com tremor e temor. O motivo pelo qual ele faz esse apelo é devido a certas coisas que provavelmente os atacarão, levando-os a murmurar e contender. Por isso, Paulo vai desenvolver esse tema nos lembrando que somos filhos de Deus, e como filhos de Deus ele faz um tríplice apelo: como filhos de Deus, devemos considerar a nós mesmos em nossa relação com o Pai; em segundo lugar, devemos considerar a nossa natureza como filhos de Deus; e, em terceiro lugar, devemos considerar a nós mesmos em nossa relação com o mundo que nos cerca.
I - NOSSA RELAÇÃO COM O PAI
Como Paulo apresenta seu apelo ético?
1)    Paulo faz o seu apelo ético primeiro apresentando o princípio, depois as implicações dele. Paulo nunca se interessa pela ética como tal. Seu interesse sempre é teológico, porque o cristão não é tão-somente um bom homem ético, é mais que isso. A ética, sem a base da verdade, acaba em moralismo. Ilustração: as flores colhidas no campo e as flores crescendo no campo.
2)    Paulo faz o seu apelo ético descrevendo o que significa ser cristão.
a)    Os cristãos, lembra-nos Paulo, são filhos de Deus. 1) Isso é verdade em relação aos cristãos (At 17.26, 29; Jo 8.44; I Pe 2.10; Jo 1.12; Rm 8.15) 2) Isso não é verdade em relação ao ímpio (Paternidade universal de Deus e fraternidade universal do homem).
b)    Ser Cristão é ser inteiramente diferente de quem não o é. Esse é o ponto aqui. O apelo de Paulo se baseia nessa diferença, de modo que, senão estivermos certos nisso e não o entendermos bem, o apelo cairá em ouvidos moucos.
Então, o que implica ser um filho de Deus ou um cristão?
3)    As implicações de ser filho de Deus
a)    Fomos adotados na família de Deus.
b)    Somos participantes da natureza divina.
c)    Somos objetos especiais do amor, cuidado e favor de Deus.
Mas, ser filho de Deus traz sobre nós algumas responsabilidades.
4)    As responsabilidades dos filhos de Deus.
a)    “Fazei todas as coisas”. Todas as coisas significa tudo quanto está relacionado com a nossa salvação. Todas as coisas que Ele nos pede que façamos, este viver a vida cristã, devem ser feitos sem murmurações nem contendas.
b)    “Murmurações e contendas” - o exemplo de Israel no deserto (Sl 106). Paulo, com essas duas palavras, lembra a experiência dos Israelitas no deserto, de como eles murmuraram e contenderam com Deus. Temos aqui um exemplo negativo, um aviso.
a)    Murmurações – são fruto de um espírito e de um querer obstinados. Elas são sinais indicativos de rebelião moral, as murmurações são fruto da falta de amor.
b)    Contendas – Uma segue-se a outra. A primeira coisa que vai mal no cristão é que ele começa a duvidar do amor de Deus, e as discussões e contendas são resultados da rebelião intelectual. As contendas sempre são sinais indicativos da falta de fé.
c)    Não há nada que tanto estrague a vida cristã, não há nada que tanto arruíne a vida, como este espírito de murmuração e contenda.

5)    Como posso executar a exortação do apóstolo?
Como posso ir em frente sem murmurações e contendas?
a)    Em primeiro lugar, comece lembrando o caráter de Deus.
b)    Em segundo lugar, o ponto subsequente é que o apóstolo dá ênfase aqui à paternidade de Deus.
c)    Em terceiro lugar, lembre-se da grandeza de Deus e da sua própria pequenez, especialmente da pequenez da sua mente e do seu entendimento.

d)    Em primeiro lugar, devemos lembrar que o principal interesse de Deus por nós é a nossa santificação.

Mensagem: Reflexões em torno do aniversário

Pregador: Jânio da Cunha Bastos
Texto: Sl 90.12

INTRODUÇÃO


A palavra aniversário vem do latim anniversarius (anni = "ano" + vers = "que retorna" + arius = "data"), que significa "o que volta todos os anos" ou "o que acontece todos os anos". Surgiu provavelmente a 3000 a. C., no antigo Egito de onde se espalhou para diversos povos e culturas.
Frase Alusiva: O título da mensagem de hoje é: Reflexões em torno do aniversário, cujo propósito é suscitar nos ouvintes uma atitude de reflexão em torno dessa temática.
Proposição: A comemoração do aniversário é um momento adequado para refletir sobre a vida.
Pergunta de transição: Por que a comemoração do aniversário é um momento adequado para refletir sobre a vida?

Frase de transição: Em vários textos das Escrituras encontramos os motivos pelos quais a comemoração do aniversário é um momento adequado para reflexão. Vejamos:
I - A vida não tem origem no acaso
1.    A teoria evolucionista
2.    A teoria criacionista (Sl 33.6-9; At 17.24-26). Portanto, qual é o propósito da vida?
Aplicação: Você foi feito por Deus e para Deus — e, enquanto não compreender isso, a vida jamais terá sentido (Isaías 43:7). E isso nos leva à pergunta “qual é o propósito da nossa vida?”
II - A vida tem um propósito elevado
1.    A filosofia materialista e existencialista.
2.    É somente em Deus que descobrimos nossa origem, nossa identidade, o que significamos, nosso propósito, nossa importância e nosso destino (Colossenses 1.16).
Aplicação: Viva para a glória de Deus não para sua própria glória (1 Coríntios 10:31; Ap 4:11)
III - A vida é passageira
1.    Ec 6.12: Quem sabe o que convém ao homem durante a vida, nos breves dias da sua vida passageira, na qual ele passa como sombra? Quem poderá dizer ao homem o que vai acontecer depois dele debaixo do Sol?
Sl 78:39: Porque se lembrou de que eram de carne, vento que passa e não volta.
Sl 144:4: O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.
            Aplicação: Quais são as prioridades da minha vida?

Conclusão
Como conclusão, gostaria de fazer 5 aplicações usando os cinco pontos elencados no livro “Uma Vida com Propósito”, de Rick Warren, sobre o tema dessa noite:

1.    O que será o centro de minha vida? Essa é a questão da adoração. Para quem você irá viver? Em torno de que você construirá sua vida?
2.    Qual será o caráter de minha vida? Essa é a questão do discipulado. Que tipo de pessoa você será? Deus está muito mais interessado em quem você é do que no que você faz.
3.    Qual será a contribuição de minha vida? Essa é a questão do serviço. Qual será seu ministério no corpo de Cristo?
4.    Qual será a mensagem de minha vida? Essa é a questão de sua missão junto aos incrédulos.
5.    Qual será a comunidade de minha vida? Essa é a questão de sua comunhão. Como você irá demonstrar seu compromisso com os outros crentes e sua ligação com a família de Deus?



O PERÍODO TRIBULACIONAL NAS ESCRITURAS


Embora esse assunto já tenha sido comentado brevemente num tratamento anterior, é necessário demonstrar os ensinamentos das Escrituras a respeito dessa importante doutrina escatológica.
A. A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO
Não existe maneira melhor de entender o conceito bíblico da tribulação do que deixar as Escrituras falarem por si. É impossível apresentar todas as declarações da Palavra sobre o assunto. Será suficiente listar algumas delas. A linha de revelação começa nos primórdios do Antigo Testamento e continua pelo Novo (Dt 4.30,31; Is 2.19; Is 24.1,3,6; Is 24.19-21; Is 26.20,21; Jr 30.7; Dn 9.27; Dn 12.1; J1 1.15; Jl 2.1-2; Am 5.18,20; Sf 1.14,15,18; Mt 24.21,22; Lc 21.25,26; 1 Ts 5.3; Ap 3.10; Ap 6.15-17).
Com base nessas passagens, torna-se claro que a natureza desse período é de
- ira (Sf 1.15,18; 1 Ts 1.10; 5.9; Ap 6.16,17; 11.18; 14.10,19; 15.1,7; 16.1,19),
- julgamento (Ap 14.7; 15.4; 16.5,7; 19.2),
- indignação (Is 26.20,21; 34.1-3),
- provação (Ap 3.10),
- problemas (Jr 30.7; Sf 1.14,15; Dn 12.1),
- destruição (J1 1.15; 1 Ts 5.3),
- escuridão (J1 2.2; Am 5.18; Sf 1.14-18),
- desolação (Dn 9.27; Sf 1.14,15),
- transtorno (Is 24.1-4,19-21),
- castigo (Is 24.20,21). Em nenhuma passagem encontramos alívio para a severidade desse tempo que virá sobre a terra.
B. A ORIGEM DA TRIBULAÇÃO.
O período tribulacional testemunhará tanto a ira de Satanás na sua hostilidade contra Israel (Ap 12.12-17) quanto a ira do fantoche de Satanás, a besta, na sua hostilidade contra os santos (Ap 13.7). Todavia, essa manifestação de ira nem mesmo começará a exaurir o derramamento de ira daquele dia. As Escrituras estão repletas de declarações de que esse período não é a ira do homem, nem mesmo a ira de Satanás, mas a ira de Deus. (Is 24.1; Is 26.21; Jl 1.15; Sf 1.18; Ap 6.16,17; Ap 11.18).
Com base nessas passagens, não se pode negar que esse período é particularmente a hora em que a ira e o juízo de Deus caem sobre a terra. Não é ira dos homens, nem ira de Satanás, a não ser à medida que Deus os utilize como canais para execução de Sua vontade; é uma tribulação de Deus. Esse período difere de toda a tribulação anterior não apenas em intensidade, mas também em tipo, já que vem do próprio Deus.

C. O PROPÓSITO DA TRIBULAÇÃO
1. O primeiro grande propósito da tribulação é preparar a nação de Israel para o Messias. A profecia de Jeremias (30.7; Dt 4.30, Jr 30.7; Ez 20.37; Dn 12.1; Zc 13.8,9) esclarece que essa hora, que está por vir, refere-se particularmente a Israel, pois ela é "a hora da angústia de Jacó". O propósito de Deus para Israel na tribulação é promover a conversão de uma multidão de judeus que entrarão nas bênçãos do reino e experimentarão o cumprimento de todas as alianças de Israel. Assim como João Batista pregou tal mensagem a fim de preparar Israel para a primeira vinda, Elias pregará a fim de preparar Israel para o segundo advento (Ml 4.5,6).
2. O segundo grande propósito da tribulação é derramar juízo sobre homens e nações descrentes. Apocalipse 3.10; Jr 25.32,33; Is 26.21; 2 Ts 2.12). Visto que o reino a seguir é um reino de justiça, esse julgamento deve ser visto como outro passo no desenvolvimento do plano de Deus para lidar com o pecado de modo que o Messias possa reinar.

D. A DURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO
Nos tempos bíblicos, os meses eram de trinta dias. Não havia meses de 31 ou 28, tampouco se considerava o ano bissexto. Os anos tinham sempre 360 dias (30x12=360). Em Apocalipse 11.3 está escrito que as duas testemunhas de Deus profetizarão por 1.260 dias ou três anos e meio (1.260/360=3,5). Esse período também aparece em Apocalipse 13.5 sob a forma de 42 meses (42x30=1.260). Esses três anos e meio são apenas a “primeira metade” da Grande Tribulação, que terá duração total de sete anos, conforme a profecia registrada em Daniel 9.24-27. Esta passagem menciona o concerto que o Anticristo firmará com muitos por uma semana de anos. Na metade desta (depois de três anos e meio), ele romperá o pacto, inaugurando a “segunda metade”. A septuagésima semana é a última de um total de “setenta setes”, revelados ao profeta Daniel (9.24). A contagem das setenta semanas — ou 490 anos — começou com o decreto de Artaxerxes para restaurar Jerusalém e foi interrompida com a morte do Messias (Ne 1.2; Dn 9.25,26). De acordo com a revelação dada ao profeta, essas semanas se subdividem em três períodos.
Eurico Bergstén explica isso com muita clareza:
A primeira parte compreende “sete semanas”, isto é, 7x7, ou 49 anos (Dn 9.25, e destaca, com clareza, o começo da contagem dessas “semanas” — “desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém” (...) Daquela data até à conclusão desse trabalho (Ne 6.15) passaram-se realmente 49 anos. A segunda etapa compreende “sessenta e duas semanas”, isto é, 62x7, ou 434 anos, tempo que abrange da restauração de Jerusalém ao Messias, o Príncipe, Dn 9.25. E realmente impressionante observar que desde a data do decreto para a restauração até à data da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mt 21.1-10) passaram-se exatamente 69 “semanas” ou 69x7, que são 483 anos. A terceira parte compreende a última semana, isto é, a septuagésima semana, sobre a qual a profecia diz: “Ele firmará um concerto com muitos por uma semana, e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares, e sobre a asa das abominações virá o assolador...”, Dn 9.27. Comparando esta expressão com a palavra de Jesus, quando profetizava sobre esses acontecimentos (Mt 24.15,21), fica provado que a septuagésima semana, sem dúvida, representa o tempo da grande aflição.
D.  A SALVAÇÃO DURANTE A GRANE TRIBULAÇÃO
1. A salvação na tribulação certamente será baseada no princípio fé. Hebreus 11.1-4
2. As descrições dos salvos na tribulação deixam claro que ser salvos pelo sangue do Cordeiro. (Ap 14.4; Ap 7.14).
3. A salvação será pelo ministério do Espírito Santo. Ao identificar o Espírito Santo como o detentor de 2 Tessalonicenses 2.7. Assim, no período tribulacional, o Espírito Santo, que é onipresente, fará o mesmo trabalho de regeneração que fazia quando Deus lidava anteriormente com Israel, mas sem um ministério de habitação. A atual habitação está relacionada à capacitação, à união de crente com crente por causa da sua relação com o Templo de Deus, mas a habitação é totalmente diferente do trabalho do Espírito na regeneração. Logo, devemos reconhecer claramente que, apesar de o Espírito não habitar os salvos da tribulação, Ele ainda pode operar na regeneração deles.
E. AS FASES DA GRANDE TRIBULAÇÃO
 
A grande Tribulação. - Os eventos que ocorrerão na semana de número 70 de Daniel são descritos em Apocalipse. Será um período de 7 anos, divido em duas partes de 3 anos e meio cada. Na primeira metade, Satanás trará alguns males, representado pelos selos. Enganará os moradores da terra, trazendo relativa paz e tranquilidade; resolverá os problemas políticos e econômicos, mas, ao tentar receber adoração dos judeus, dentro do templo reconstruído em Jerusalém, no lugar santíssimo, será rompida a aliança entre ele e Israel. Após isso, sobrevirá sobre a terra os juízos de Deus, chamados de trombetas e taças. Aparentemente, estes dois últimos acontecerão simultaneamente. Alguns destes juízos serão catástrofes naturais (terremotos, maremotos, pragas, poluições, quedas de asteróides, etc.), mas haverá também juízos sobrenaturais.
Os Selos

1. Primeiro Cavaleiro - branco. O anticristo se apresenta. Paz;
2. Segundo Cavaleiro - vermelho. Guerra generalizada.
3. Terceiro Cavaleiro - preto. Escassez de alimento.
4. Quarto Cavaleiro - amarelo. Mortalidade mundial.
5. Os santos são martirizados.
6. Cataclismos no céu e na terra.
7. A abertura das trombetas.
As Trombetas
1. A terça parte da terra consumida pelo fogo.
2. A terça parte da do mar é destruído
3. A terça parte da água potável se torna imprópria.
4. O sol perde um terço da sua luminosidade.
5. Primeiro ai. Gafanhotos do abismo
6. Segundo ai. A terça parte dos homens são mortos.
7. Terceiro ai. A abertura da Taças.
As Taças
1. Tumores e pestes generalizadas.
2. Morte de toda a vida marinha.
3. Total perda das águas potáveis.
4. Irradiação solar se agrava profundamente, provocando a morte dos homens.
5. O Anticristo é imobilizado.
6. Batalha do Armagedom.
7. Babilônia é destruída.



O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Referência: At 2.1-13.

Introdução
Vamos estudar a controvertida doutrina do batismo no Espírito Santo. Visando apresentar o assunto de forma didática, optamos pelo método escolástico de perguntas e respostas. Então, afinal, o que o batismo no Espírito Santo?

I – O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

O Batismo com/no espírito Santo é indefinível. Todos os conceitos são limitantes, delimitadores, uma camisa de força. Conceituar é, de alguma forma, assassinar o objeto da conceituação, é domestica-lo. Portanto, tudo o que temos são pistas, pegadas, indícios, eventos. Nenhum conceito pode conter essa experiência, por isso, o melhor a fazer é seguir as pegadas, as palavras usadas pelos escritores sagrados, principalmente Lucas, para descrever (mos) o (s) acontecimento (s).
1) Um Batismo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 13.16; 24.49; Jo 1.33; At 1.5)
a) É chamado de um batismo para lembrar a profecia de João Batista (Mt 3.11).
b) É chamado de um batismo para compará-lo com o de João e, ao mesmo tempo, para distingui-lo daquele.
            1) É semelhante na forma. Um oficiante, um candidato e o elemento no qual ocorre a imersão ou batismo.
            2) É distinto no propósito. O batismo de João era dramatização do arrependimento do pecador. O batismo com o Espírito é poder para testemunhar, servir na causa do Mestre. O batismo com o Espírito é imersão num relacionamento com uma pessoa divina, e não em um fluido ou influência.
            3) É distinto pela natureza das pessoas envolvidas. João Batista, o candidato arrependido e a água, no caso do primeiro. Jesus, o crente e o Espírito Santo, no caso do segundo.
2) Um enchimento (At 2.4)
            a) Foi um derramamento (Jl 2.28-32)
            b) Foi um cair sobre (At 8.16; 10.44; 11.15)
            c) Foi um derramamento do dom (At 10.45)
            d) Foi uma vinda sobre (At 19.6)
3) Um dom (At 2.38; 10.45)
            a) Foi um recebimento de uma dádiva (Jl 2.38)
4) Um poder ou virtude (At 1.8)
Aplicação: É um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espirito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc 24.49; At 1.8; 10.46.1 Co 14.15,26) (GILBERTO, 191, 2008).

II – QUANDO OCORRE O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO E QUAL É A SUA EVIDÊNCIA?

            Segundo HORTON (1996), existem quatro possíveis posições quanto à distinção e as línguas como evidência.
1) Há os que pensam ser o batismo no Espírito Santo parte da experiência da conversão, sem qualquer evidência inicial, como o falar em outras línguas.
2) Há os que admitem o batismo no Espírito Santo como parte da experiência da conversão, sempre acompanhado pela evidência especial do falar em outras línguas.
3) Há os que acreditam que o batismo no Espírito Santo usualmente vem após a regeneração, mas a experiência nem sempre é acompanhada pelo falar em outras línguas.
4) Há os que defendem o batismo no Espírito Santo como uma experiência geralmente ocorrida após a regeneração e sempre acompanhada pela evidência especial do falar em outras línguas.
            Com base no livro de Atos, podemos destacar alguns aspectos esclarecedores quanto a essa questão. Podemos afirmar que o Batismo no Espírito Santo

1) É uma experiência subsequente a regeneração. A subsequência enfatiza o segmento posterior no tempo ou na ordem.
2) É uma experiência separada da regeneração. A separabilidade refere-se à dessemelhança quanto à natureza ou identidade.
3) É uma experiência distinta da regeneração, e portanto, da habitação do Espírito Santo. A qualidade distintiva mostra as diferenças de caráter ou propósito, ou de ambos.

III – QUAL O PRÓPOSITO DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

1) O propósito principal deste batismo é expresso nas palavras de Jesus: "Vós sereis minhas testemunhas" (At 1.8). O batismo no Espírito Santo habilita os crentes a testemunharem efetivamente de Cristo, inclusive nas circunstâncias mais difíceis e perigo­sas (At 4.31; At 4.33).

IV – OS RESULTADOS DO BATISMO COM O ESPIRITO.
Os resultados e efeitos desse glorioso batismo em nossa vida são muitos. Citaremos apenas alguns, haja vista as limitações de espaço desta obra.
1) Edificação espiritual pessoal, mediante o cultivo das línguas estranhas (I Co 14.4,15). Edificar, como está na Bíblia, não e exatamente o mesmo que construir. Paulo foi tão grandemente edificado na sua vida crista em geral e como obreiro, pelo muito que o Espirito operou nele mediante as línguas (I Co 14.18). Línguas não faladas em público, mas consigo e com Deus.
2) Maior dinamismo espiritual, mais disposição e maior coragem na vida crista para testemunhar de Cristo e proclamar o evangelho; para efetuar o trabalho do Senhor. Compare, nesse sentido, os discípulos de Jesus, antes e depois do batismo com o Espirito Santo, como foi o caso de Pedro — compare Marcos 14.66-72 com Atos 4.6-20.
3) Um maior desejo e resolução para orar e para interceder (At 2.42; 3.1; 4.24-31; 6.4; 10.9; Rm 8.26).
4) Uma maior glorificação do nome do Senhor “em espirito e em verdade” (Jo 4.24), nos atos e na vida do crente (Jo 16.13,14).
5) Uma maior consciência de que Deus e o nosso Pai celeste, e que nós somos seus filhos (Rm 8.15,16; G1 4.6).

6) O batismo é também um meio para a outorga por Deus, dos dons espirituais — “falavam línguas e profetizavam” (At 19.6).

COMO ERAM AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO?

O Evangelho de João relata uma passagem da vida de Jesus que leva algumas pessoas a entender que o Espírito Santo não agia entre o povo d...