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terça-feira, 18 de agosto de 2015

PERIGOSAS ATRAÇÕES


Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.
E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.
E dizia isto, significando de que morte havia de morrer.
João 12:31-33


Recentemente fui surpreendido com uma afirmação paradoxal de uma adolescente: - “Eu não vou para a igreja da minha vô porque lá não tem nenhum atrativo?”. Curioso, perguntei a mãe da adolescente o que ela entendia por “nenhum atrativo”.  Ao que ela me respondeu que a aludida igreja não tinha entretenimento para os jovens. Esse pequeno episódio me fez lembrar as palavras de Jesus citadas acima “e eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”. De pronto, assomou a seguinte pergunta a minha cachola: o que tem atraído as pessoas a Cristo (ou à igreja)?

O parêntese acima (ou à igreja) não é por acaso. Ele procura assinalar os paradoxos provocados pela utilização de técnicas de crescimento emprestadas do mundo. Não é minha pretensão apresentar um inventário dessas técnicas, outros já o fizeram[1]. O que procuro apontar são os problemas eclesiológicos que essas técnicas acabam por colocar. O que é a igreja?  Qual a relação da igreja com o mundo? A quem ela pertence? Como ela pode alcançar os perdidos? 

A palavra paradoxo, segundo o dicionarista Aurélio, significa “pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria”. Neste caso, portanto, a utilização dessas técnicas acaba por solapar as bases doutrinárias da própria igreja, que precisaria rever suas mais cristalizadas doutrinas, para “atualizar” a Bíblia ao contexto atual. Aqui é oportuno citar as palavras de Paul Washer, proferidas num pequeno vídeo disponível no site voltemosaoevangelho.com, cujo título é "igrejas e as técnicas carnais", onde ele afirma que “se você usa meios carnais para atrair pessoas para a igreja, você ira atrair pessoas carnais e terá que continuar usando meios carnais maiores ainda para mantê-los na igreja. Que meios você está usando?”

Buscando responder a essa indagação, vamos fazer uma breve incursão no texto acima, que é esclarecedor sobre essa temática. D. A Carson (2007, p. 442), diz que podemos discernir cinco ênfases nesta passagem, todas ligadas com a paixão/glorificação de Cristo, contexto imediato da passagem:

A primeira ênfase versa sobre o julgamento deste mundo – “agora é o juízo deste mundo”. Hendriksen (2014, p. 574) diz que o mundo se viu vitorioso ao crucificar Jesus, mas não se “deu conta de que, exatamente por meio dessa ação, ele condenou a si mesmo”. O mundo, aqui, são todos aqueles que estão em rebelião contra seu Criador, se opondo a ele e transgredindo suas leis. O julgamento do mundo se dá em função dessa rebelião, que não pode ser tolerada por Deus. Carson (2007, p. 442) acrescenta que “a paixão/glorificação de Jesus significa julgamento tanto positiva quanto negativamente”. Positivamente, porque ali está sendo revelado o amor de Deus por nós da maneira mais intensa; negativamente, porque ali está sendo revelada a mais obscura e cruel face do pecado e dos pecadores. Quando o mundo rejeita o Filho de Deus está fechando a única porta de esperança e salvação possível, está julgando-se, e proferindo a sua própria sentença (Jo 3. 18-21).

A segunda ênfase está relacionada com o julgamento de Satanás – “agora será expulso o príncipe deste mundo”. Da mesma forma que a crucificação parece ser a vitória do mundo sobre Jesus, o mesmo se aplica a Satanás. Aquilo que é para ele considerado o instrumento do triunfo, a cruz, para Cristo é a mais eloquente declaração de vitória. Como diz Hendriksen (2014, p. 574):

Então, por meio da morte de Cristo, o poder de Satanás sobre as nações do mundo é quebrado. Durante a antiga dispensação, essas nações estiveram sob a escravidão de Satanás (embora, naturalmente, nunca no sentido absoluto do termo). Com a vinda de Cristo, ocorre uma mudança tremenda. No Pentecostes e depois dele, começamos a ver a reunião da Igreja entre todas as nações do mundo (cf. Ap 20.3).

  A terceira ênfase está relacionada com a paixão/glorificação – “E eu, quando for levantado da terra”. O termo “levantado” é ambíguo, pois é possível lê-lo de duas maneiras. Em primeiro lugar, "levantado" remete à crucificação no monte chamado Caveira, a elevação da própria cruz, mas, em segundo lugar, também remete à exaltação de Jesus após a sua ressurreição e retorno ao céu. João, no verso 33, esclarece que Jesus “dizia isto, significando de que morte havia de morrer”, ou seja, a cruz. Segundo Carson (2007, p. 443) “a morte de Jesus é o caminho para sua glorificação, na verdade, uma parte integral dela. Sua glorificação não é uma recompensa ou prêmio por sua crucificação; ela é inerente a sua crucificação” (Fl 2.5-11). A humilhação mais crassa é o caminho, para o Cristo, da mais gloriosa exaltação.
    A quarta ênfase está relacionada com a atração provocada pela paixão/glorificação de Jesus – “todos atrairei a mim”. Conforme indica o contexto, “todos” se refere aos gregos que queriam ver Jesus e aos judeus, que ali estavam também. Trocando por miúdos, significa dizer que a morte de Cristo atrairia as nações da terra a Ele (Sl 2). A atração diz respeito a Ele mesmo, e não a cruz. A Ele mesmo quer dizer a união perfeita que gozam aqueles que foram enxertados na videira verdadeira. Sobre a forma e o meio da atração, Hendriksen (2014, p. 574) arremata de forma esclarecedora que:

Por meio de sua crucificação, ressurreição, ascensão e coroação, Jesus atraiu a si mesmo (isto é, à fé eterna nele mesmo) todos os eleitos de Deus de todos os tempos, regiões e nações. Ele os atraiu por meio de sua Palavra e de seu Espírito. Essa atividade do Espírito é a recompensa por haver o Filho sido levantado.

      A quinta ênfase está relacionada à natureza escatológica desses eventos. Todos esses eventos parecem remeter apenas ao final dos tempos, como a leitura do Apocalipse dá a entender, quando fala do juízo final. No entanto, o fim dos tempos já começou. Como diz Carson “não é que não esteja reservado para a consumação; antes, significa que o passo decisivo está para ser dado na morte/exaltação de Jesus” (2007, p. 444).

      Gostaria de encerrar lembrando que o poder de atração da igreja não está nos seus métodos ou técnicas de crescimento. Não está na eloquência do pregador. O poder de atração da igreja está na paixão/exaltação de Jesus e nas consequências que ela promoveu. Ao subir ao céu Jesus mandou o Outro Consolador, o Espirito Santo, para dar testemunho do Filho perante o mundo. É Ele que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, pela instrumentalização da Palavra de Deus. Portanto, o melhor atrativo da igreja é o Seu fundador – Jesus Cristo.

Referências Bibliográficas


CARSON, D. A. O comentário de João. São Paulo: Shedd Publicações, 2007.

HENDRIKSEN, William. O Evangelho de João. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004.


terça-feira, 28 de julho de 2015

Como lidar com nossos próprios fracassos espirituais?


Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 1 João 2:1,2

Como lidar com nossos próprios fracassos espirituais? Ou, se você quiser, o que fazer quando pecamos? Pergunta difícil. Objeto de acalorados debates e discussões por parte dos doutores da teologia, abordada em páginas e páginas de rebuscadas argumentações. Leia, caro leitor, uma obra de história do pensamento cristão para tirar suas conclusões. A intenção deste texto é menos pretensiosa, gostaria apenas de mostrar o que João nos diz sobre esse assunto na sua primeira epístola, mas especificamente em I Jo 2.1,2. 

Como aconteceu em quase todas as cartas do Novo Testamento, uma heresia (ou várias) estava ameaçando os crentes, provavelmente da Ásia (LOPES, 2004, p. 11). A heresia era uma espécie de proto-gnosticismo, que enfatizava que o espírito é totalmente bom e a matéria totalmente má - dualismo. Além disso, ensinavam que a salvação se dá por meio de um conhecimento esotérico – a gnose – que somente os iniciados possuem. 

As consequências para o cristianismo são obvias. Para a teologia, a negação da plena encarnação e divindade de Jesus, que é visto como um fantasma - docetismo -, pois como a matéria é má Ele não poderia ter um corpo de carne e osso. Para a ortopraxia, o ascetismo e o antinomianismo. Como João dá maior ênfase ao antinomianismo que está sendo ensinado pelos falsos mestres, darei uma breve explicação sobre ele. Em linhas gerais, o antinomianismo significa uma vida sem lei ou regras (LOPES, 2004). Aplicado ao contexto da Epístola, seria dizer que o cristão é livre para fazer o que quiser, que pode dar vasão aos seus instintos mais baixos, pois, onde abundou o pecado, superabundou a graça. Como o corpo é mal, nada do que fazemos por meio dele afeta a alma ou prejudica nossa comunhão com Deus. “O que o corpo faz, a alma perdoa”, como diz a música. João, portanto, fornece alguns critérios para que os irmãos pudessem avaliar a validade dessas doutrinas e viver em verdadeira comunhão com Deus.

Gostaria de destacar que a provisão do Pai para o cristão que peca está em Seu Filho, que possui tríplice qualificação (STOTT, 1982): 

Em primeiro lugar, Sua advocacia celestial. Como ensina Stott (1982, p. 69), a palavra advogado (lat. advocatus e gr. paraklêtos), significa “chamado ao lado de”, e descreve alguém convocado para assistência a outrem. Lopes (2004, p. 47) diz que “aplicada a Cristo, a idéia é que ele fala sobre nós com o Pai, em nossa defesa, e intercede para que sejamos perdoados (Rm 8.34; l Tm 2.5; Hb 7.24,25)”. Embora a comparação remeta-nos à imagem do tribunal, João nos lembra de que a nossa “defesa” não é perante um juiz, mas de um pai. Isso porque a nossa relação com Deus mudou, fomos justificados por Cristo, nenhuma condenação há para aqueles que estão Nele. Portanto, quando Cristo intercede por nós no céu quando pecamos não é a satisfação da justiça que é visada, mas o perdão para o filho que errou (STOTT, 1982). 

Em segundo lugar, Seu caráter justo. Cristo é perfeito, não conheceu pecado. Sua vida foi imaculada, impoluta. Por isso “é mais que evidente que somente por meio de um Salvador justo poderíamos ser purificados “de toda injustiça” (1:9). Cf. 2 Co 5:21 e 1 Pe 3:18” (1982, p. 71).

Sua morte propiciatória. Propiciação é uma palavra tirada da liturgia dos sacrifícios levíticos do Antigo Testamento. Assim como o animal morto nestas cerimonias representava o “pagamento” pelo pecado do transgressor da lei – a alma que pecar, essa morrerá -, o apaziguamento da ira de Deus e sua reconciliação com Ele, da mesma forma a morte de Cristo para o cristão representa substituição, perdão e reconciliação. Como diz Stott (1982, p. 73) “Ele não poderia ser nosso Advogado no céu hoje, se não tivesse morrido para ser a propiciação pelos nossos pecados; e a Sua propiciação não teria sido eficaz, se em Sua vida e caráter não tivesse sido Jesus Cristo, o justo”.

Caro irmão, fuja da autoindulgência, a provisão de Deus não deve nos encorajar ao pecado, mas fuja também da severidade exagerada consigo, recusando a provisão de Deus para sua vida. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis”, essa é a intenção de João para as suas ovelhas – e também a de Jesus, quando disse à mulher pecadora “vai e não peques mais” -, mas sabemos que acidentes acontecem e para essas circunstancias é que João nos lembra que temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.


Referências Bibliográficas

STOTT, John. As epístolas de João: introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1982. 

LOPES, Augustus Nicodemus. Interpretando o Novo Testamento: primeira carta de João. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

As bíblias citadas foram consultadas no site: www.bibliaonline.com.br. Acesso em: 28 jul 2015.

domingo, 26 de julho de 2015

Olha por onde andas

Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte. (Pv 14.12; 16.25 - NVI)

Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. (Pv 14.12 – Almeida Corrigida e Revisada Fiel)

Há um caminho que ao homem parece direito, mas no fim guia para a morte. (Pv 14.12 – SBB)

Há caminho que parece reto ao homem; seu fim, porém, é o caminho da morte. (Pv 14.12 – versão Católica)

Por que é tão difícil fazer escolhas? Ou melhor, fazer as escolhas certas, em todas as situações dadas? Quando leio este provérbio sinto-me questionado, inquieto diante do pragmatismo que guia nossas decisões. Geralmente, escolhemos baseados nos afetos, no grau de prazer ou felicidade que algo possa nos proporcionar mediata ou imediatamente, concreta ou imaginariamente, sem possíveis consequências desastrosas posteriores. O exemplo mais acessível que me vem à cabeça é o da corrupção. Maior ganho possível com o menor esforço possível, com expectativa de impunidade muito pequena. Mas o mesmo princípio, acredito, pode ser ampliado. No Brasil, o pragmatismo é a ética fundamentadora das ações, de maneira transversal. Segundo o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, pragmatismo:

As doutrinas de C. S. Peirce (v. peirciano), W. James (v. jamesiano1), J. Dewey (v. deweyano) e do literato alemão Friedrich J. C. Schiller (1759-1805), cuja tese fundamental é que a verdade de uma doutrina consiste no fato de que ela seja útil e propicie alguma espécie de êxito ou satisfação.

Utilidade, êxito ou satisfação, sucesso e felicidade, fuga do fracasso e da dor, o que dá certo é o que é bom. Eis aí uma das premissas fundamentais da nossa cultura, embora não fique muito claro de que maneira podemos alcança-los. 

O provérbio que temos diante de nós questiona a validade do nosso pragmatismo e nos mostra que nem sempre o que é fácil, útil e proporciona êxito ou satisfação é bom. Mostra-nos que o insensato e que faz isso, olvidando a voz da sabedoria. Gostaria de destacar três coisas que este pequeno versículo nos ensina:

Em primeiro lugar, a percepção[1] humana é falha – “há caminho que parece”. Os sentidos humanos estão tão corrompidos pelo pecado quanto qualquer outra parte do nosso ser. Ló, por exemplo, escolheu as campinas verdes de Sodoma e Gomorra, num ato claro de pragmatismo, vindo, posteriormente, perder tudo por causa da destruição daquelas cidades em vista da medida do pecado delas ter transbordado (Gn 19).

Em segundo lugar, nem sempre o que é fácil é certo – “há um caminho que ao homem parece direito (reto, plano, sem dificuldades”). Como diz Champlin (2001, p. 2606) “a vereda falsa é reta (conforme diz, literalmente, o original hebraico) e fácil de seguir, e, sendo reta, parece correta. Esse caminho reto promete sucesso e felicidade, mas é uma vereda traiçoeira e enganadora”.

Em terceiro lugar, toda escolha tem consequências – “mas no final conduz à morte”. Que consequência terrível. Veja que “há um caminho” e ao final “o fim dele são os caminhos da morte. (Pv 14.12 – Almeida Corrigida e Revisada Fiel). Entra-se por um caminho e ao final, em vez de chegarmos a um destino certo, encontramos outros tantos, numa espiral infernal do desejo e satisfação ilimitados, que por fim nos conduz à morte (física, espiritual e eterna). Mas uma vez Champlin (2001, p. 2606) nos ensina que “embora a vereda do pecador seja reta e aparentemente correta, leva o pobre homem à ruína, à morte prematura, com muitos desastres ao longo do caminho”.

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” (Sl 119:105). Escolher é difícil, é verdade, mas segundo o salmista temos um referencial confiável para fundamentar nossas escolhas e andar no caminho com segurança – a Palavra de Deus. Olha por onde andas, ilumina teu caminho com a Palavra de Deus, se necessário dá meia volta e toma o rumo certo, o caminho certo – JESUS (Jo 14.6).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Faculdade de apreender por meio dos sentidos ou da mente; consciência (de alguma coisa ou pessoa), impressão ou intuição, esp. Moral (HOUAISS, 2009). 

CHAMPLIN, R. N., O Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. vol. 1. São Paulo: Hagnos, 2001.

DICIONÁRIO Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. (v.1.0) Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

DICIONÁRIO Eletrônico da Língua Portuguesa Novo Aurélio - Século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

As bíblias citadas foram consultadas no site: www.bibliaonline.com.br. Acesso em: 26 jul 2015.


terça-feira, 14 de julho de 2015

Amor, a verdadeira marca do cristão

Rev. Hernandes Dias Lopes

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 13, fala sobre três aspectos do amor, a verdadeira marca do cristão. Vamos examinar esses três aspectos:

Em primeiro lugar, a superioridade do amor (1Co 13.1-3). Depois de tratar dos dons espirituais, Paulo aborda um caminho sobremodo excelente. Em 1 Coríntios 13.1-3, fala da superioridade do amor sobre os dons espirituais. O que caracteriza a verdadeira espiritualidade é amor e não os dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons, mas era imatura espiritualmente. Conhecemos um cristão maduro pelo fruto do Espírito e não pelos dons do Espírito. No texto em apreço, Paulo diz que o amor é superior ao dom de variedade de línguas (1Co 13.1), ao dom de profecia (1Co 13.2), ao dom de conhecimento (1Co 13.2), ao dom da fé (1Co 13.2), ao dom de contribuição (1Co 13.3) e até mesmo ao martírio (1Co 13.3). Sem amor os dons podem ser um festival de competição em vez de ser uma plataforma de serviço. Sem amor nossas palavras, por mais eloquentes, produzem um som confuso e incerto. Sem amor, mesmo que ostentando os dons mais excelentes como profecia, conhecimento e fé nada seremos. Sem amor nossas ofertas podem ser egoístas, visando apenas nosso engrandecimento em vez da glória de Deus e o bem do próximo. Sem amor nossos gestos mais extremos de abnegação, como o próprio martírio de nada nos aproveitará. O amor dá sentido à vida e direção na caminhada. Quem ama vive na luz, conhece a Deus e se torna conhecido como discípulo de Jesus.

Em segundo lugar, as virtudes do amor (1Co 13.4-8). Como podemos descrever as virtudes do amor? Nesse mais importante texto sobre o amor, o apóstolo Paulo nos oferece uma completa definição. Primeiro, o amor é conhecido por aquilo que ele é: o amor é paciente e benigno. Segundo, o amor é conhecido por aquilo que ele não faz: o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça. Terceiro, o amor é conhecido por aquilo que ele faz: O amor regozija-se com a verdade. Quarto, o amor, também, é conhecido por aquilo que ele é capaz de enfrentar na jornada da vida: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Finalmente, o amor é conhecido pela sua indestrutibilidade: O amor jamais acaba; mas havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. O amor é a maior das virtudes, o maior dos mandamentos, o cumprimento da lei de Deus. O amor é a maior evidência de maturidade espiritual, a mais eloquente comprovação do discipulado e a garantia mais sólida da genuína conversão.

Em terceiro lugar, a perenidade do amor (1Co 13.9-13). O amor jamais vai acabar porque, agora, em parte conhecemos e, em parte, profetizamos. Porém, quando Jesus voltar em sua majestade e glória, inaugurando o que é perfeito; então, o que é em parte, será aniquilado. Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Quando Jesus voltar e recebermos um corpo imortal, incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual, celestial, semelhante ao corpo de sua glória, então, conheceremos como também somos conhecidos. Agora, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. No céu não precisaremos mais de fé nem mesmo de esperança, porém, o amor será o oxigênio do céu, o fundamento de todas as nossas relações pelo desdobrar da eternidade. Porque Deus é eterno e amor, o amor dura para sempre. Ainda que o sol pudesse perder sua luz e sua claridade; ainda que as estrelas deixassem de brilhar no firmamento; ainda que os mares secassem e os prados verdejantes se tornassem desertos tórridos, ainda assim, o amor continuaria sobranceiro, vivo e vitorioso para sempre e sempre. O amor jamais acaba. O amor é a verdadeira marca do cristão, desde agora e para sempre!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Construa pontes em vez de cavar abismos

Nós não somos perfeitos nem convivemos com pessoas perfeitas. Temos, não raro, motivos de queixas uns contra os outros. Os relacionamentos mais íntimos adoecem. As amizades mais próximas acidentam-se nos rochedos das decepções e das mágoas. As palavras de amor são substituídas por censuras e os abraços fraternos são trocados pelo afastamento gelado.

Os relacionamentos adoecem na família, na igreja e no trabalho. Pessoas que andaram juntas e comungaram dos mesmos sentimentos e ideais, afastam-se. Cônjuges que fizeram votos de amor no altar, ferem um ao outro com palavras duras. Amigos que celebravam juntos as venturas da vida, distanciam-se. Parentes que degustavam as finas iguarias no banquete da fraternidade, recuam amargurados. Irmãos que celebravam festa ao Senhor com o mesmo entusiasmo, apartam-se tomados por dolorosa indiferença.

Como podemos restaurar esses relacionamentos quebrados? Como podemos despojar-nos da mágoa que nos atormenta? Como podemos buscar o caminho do perdão e construir pontes em vez de cavarmos abismos?

1. reconhecendo nossa própria culpa na quebra desses relacionamentos. É mais fácil acusar os outros do que reconhecer nossos próprios erros. É mais fácil ver os erros dos outros do que admitir os nossos próprios. É mais cômodo recolher-nos na caverna da auto-piedade do que admitir com honestidade a nossa própria parcela de culpa. A cura dos relacionamentos começa com o correto diagnóstico das causas que provocaram as feridas. E um diagnóstico honesto passa pela admissão da nossa própria culpa.

2. tomando atitudes práticas de construir pontes de aproximação em vez de cavar abismos de separação. A honestidade de reconhecer nossa culpa e a humildade de dizer isso para a pessoa que está magoada conosco é o caminho mais curto e mais seguro para termos vitória na restauração dos relacionamentos quebrados. Jesus Cristo nos ensinou a tomar a iniciativa de buscar o perdão e a reconciliação. Não podemos ficar na retaguarda, nos enchendo de supostas razões, esperando que os outros tomem a iniciativa. Devemos nós mesmos dar o primeiro passo. Deus honrará essa atitude.

3. tomando a atitude de perdoar a pessoa que está magoada conosco assim como Deus em Cristo nos perdoou. É mais fácil falar de perdão do que perdoar. O perdão não é coisa fácil, mas é necessário. Não podemos ser verdadeiros cristãos sem o exercício do perdão. O perdão também não é coisa rasa. Não podemos nos contentar com uma cura superficial dos relacionamentos feridos. Não podemos ignorar o poder da mágoa nem achar que o silêncio ou o tempo, por si mesmos, possam trazer cura para esses relacionamentos estremecidos. O perdão é mais do que sentimento, é uma atitude. Devemos perdoar porque fomos perdoados e devemos perdoar como fomos perdoados. Devemos apagar os registros que temos guardado nos arquivos da nossa memória. Não devemos cobrar mais aquilo que já perdoamos nem lançar mais no rosto da pessoa aquilo que já resolvemos aos pés do Salvador. O perdão é um milagre. É obra da graça de Deus em nós e através de nós. É dessa fonte da graça que emana a cura para os relacionamentos quebrados. Que Deus nos dê a alegria da cura dos relacionamentos no banquete da reconciliação!

Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O impacto de uma mãe crente sobre seus filhos


Rev. Arival Dias Casimiro
O papel que Deus designou para as mulheres é o mais glorioso da espécie humana. Deus dá às mulheres uma posição exaltada, coroada de dignidade e honra. O papel de mãe na família é indispensável e insubstituível. Sem a presença dela, a família se deteriora e a sociedade se destrói. Ela é o coração da casa e a fonte de todas as boas influências do lar. Em sua missão de mãe, ela é uma escultora de vidas. Quando Deus lhe dá um filho, ela tem o tempo e a eternidade em suas mãos. Ralph Waldo Emerson diz: “Os homens são o que suas mães fazem deles”.
A Bíblia registra vários exemplos de mães que influenciaram espiritualmente a vida dos seus filhos. O exemplo de Eunice sobre Timóteo é gratificante. Sem a ajuda do pai e com o apoio da avó, Eunice preparou Timóteo para ser um consagrado servo de Deus. Ela usou três estratégias.
Primeiro, ela incutiu em seu filho a Palavra de Deus.
Na lei judaica, os pais eram obrigados a ensinar a bíblia para seus filhos, em casa (Dt 6.4-7).
A mãe ensinava os filhos nos sete primeiros anos de suas vidas, e depois eles iam aprender nas sinagogas. Timóteo aprendeu a Bíblia pelos lábios de sua mãe, conforme testemunho de Paulo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3.14-15). Foi em casa, sob o ensino de sua mãe que Timóteo, desde a sua tenra infância, aprendeu as sagradas letras. A lição é válida para hoje: a fé se aprende em casa.
Segundo, ela incutiu em seu filho a fé autêntica.
A mãe deve ensinar seus filhos pelo exemplo. Paulo testemunha: “Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti” (2Tm 1.5). A expressão “fé sem fingimento” significa “fé sem hipocrisia”. A fé não é hereditária, mas precisa ser ensinada. E aprende-se a fé imitando o exemplo. Ninguém sabe melhor do que uma criança se a fé dos seus pais é genuína. Se você mãe quer que seu filho tenha uma fé autentica, leve a sério sua fé.
Terceiro, ela incutiu no seu filho o desejo de servir ao Senhor.
A mãe deve preparar seus filhos para servir ao Senhor. No início de sua segunda viagem missionária, Paulo passou em Derbe e Listra e ali ele conheceu a Timóteo: “Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio” (At 16.1-2). Timóteo era crente exemplar e disponível para servir ao Senhor. Por isso Paulo o recrutou para o ministério pastoral e o transforma num dos mais consagrados missionários da igreja primitiva. Certamente foi em casa que Timóteo foi incentivado a servir ao Senhor na igreja.
Concluindo, parabenizo todas as mães crentes que tem impactado espiritualmente a vida dos seus filhos. Que neste “dia das mães” os seus filhos possam chamar-lhe de bem-aventurada.

http://www.ippinheiros.org.br/wp-content/uploads/2014/05/Boletim-IP-Pinheiros-11-05.pdf

Motivações para seguir a Jesus


Rev. Arival Dias Casimiro
Há muitas pessoas buscando Jesus hoje de maneira errada e com motivações as mais diversas. É certo que a procura é determinada pela oferta, e o Jesus que muitos oferecem hoje, não tem nada a ver com o da Bíblia. Mas, o que nos leva, de fato, a busca-lo, são nossas motivações ou expectativas.
Jesus enfrentou problemas com as pessoas que o buscavam. As pessoas o procuravam com as mais diversas motivações. O capítulo seis de João nos revela algumas.
Os curiosos (v.2). Muitos seguiam a Jesus para assistir às suas curas e milagres. Há pessoas que são expectadores ou telespectadores de Jesus: gostam de ver os prodígios e milagres, mas tudo sem compromisso.
Os interesseiros (v. 14). Muitos viam a Jesus como um profeta ou um político que resolveria o problema da fome. Há muitos que buscam em Jesus somente solução para seus problemas materiais.
Os incrédulos (v.36). Muitos viam os sinais e ouviam as mensagens, mas não criam. Eram céticos: mente e coração fechados para as realidades espirituais.
Os murmuradores (v.41). Muitos reclamaram da mensagem de Jesus e passaram a desprezar sua pessoa: Jesus não satisfazia suas necessidades.
Os desistentes (v. 66). Muitos desistiram de seguir a Jesus porque sua mensagem era muito difícil de ser vivida.
Os fiéis (vv. 67-69). Aqueles que não desistiram de seguir a Jesus.
É muito importante observarmos o que Jesus fala para seus discípulos verdadeiros: “Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (vv 67-69). O verdadeiro discípulo jamais desiste de seguir a Jesus.
Três razões para justificar esta não-desistência:
Primeiro, ele não desiste porque foi escolhido por Deus.
Cada discípulo de Jesus foi escolhido por Deus, e é conduzido por Ele a Jesus: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (v. 37).
Não lançar fora significa que o verdadeiro discípulo foi escolhido para ficar para sempre com Jesus. Ele jamais desistirá. Esta verdade é repetida por Jesus, várias vezes (vv. 39-40, 44, 64-65, 70).
Segundo, ele não desiste porque Jesus é a única opção que satisfaz.
Pedro pergunta: Senhor, para quem iremos? Qual seria outra opção além de Jesus? Alguém poderia ocupar o lugar de Jesus em minha vida? Não, definitivamente. Somente por intermédio dele poderemos ser salvos (Atos 4.12).
Terceiro, ele não desiste por causa de sua fé.
Pedro diz a Jesus: “Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus”. Por meio da fé e do conhecimento espiritual, o discípulo sabe quem é Jesus. Observe que o percurso é crer para conhecer e não conhecer para crer. Ele sabe e já desfruta da vida eterna que somente Jesus pode dar (v.47). Esta compreensão foi produzida nele, pelo Espírito Santo, de maneira sobrenatural. Portanto, quem conhece e recebe a Jesus, por meio do novo nascimento, jamais desiste ou o abandona.
Examine agora, à luz deste ensino de Jesus, quais são suas motivações em segui-lo.


Jesus tem atendido suas expectativas?

Jejum, uma prática a ser resgatada na igreja

O jejum é uma prática milenar, porém em desuso na igreja cristã contemporânea. Está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, Jesus e muitos homens de Deus, ao longo da história, experimentaram os benefícios espirituais do jejum. Os santos de Deus em todos os tempos não somente creram no jejum, como também o praticaram. Hoje, porém, são poucos os crentes que jejuam com regularidade e ainda há muitas dúvidas acerca da sua necessidade e de seu funcionamento. Destacaremos três pontos para nosso ensino:
1. O significado do jejum. O que é jejum? É a abstenção de alimento por um período definido para um propósito definido. O jejum não é apenas abstinência de alimento. Jejum é fome de Deus, saudade do céu. Nós comemos e bebemos para a glória de Deus e também jejuamos para a glória de Deus (1Co 10.31). Se comemos para a glória de Deus e jejuamos para a glória de Deus, qual é a diferença entre comer e jejuar? John Piper diz que, quando jejuamos nos alimentamos do pão da terra, símbolo do Pão do céu; mas quando jejuamos, não nos alimentamos do símbolo, mas da própria essência, ou seja, nos alimentamos do próprio Pão do céu. Jejuar é amar a realidade acima do emblema. O alimento é bom, mas Deus é melhor. A comunhão com Deus deve ser a nossa mais urgente e apetitosa refeição. Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima dos seus dons.
2. Os obstáculos para a prática do jejum. Há muitos obstáculos que nos afastam do caminho do jejum. O maior obstáculo para o jejum, porém, não são as coisas más, mas as coisas boas. Nem sempre nos afastamos de Deus por coisas pecaminosas em si mesmas. Os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos prazeres da terra, os deleites da vida (Lc 8.14; Mc 4.19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” não são um mal em si mesmos. Não são vícios; são dons de Deus. No entanto, esses dons podem tornar-se substitutos mortíferos do próprio Deus em nossa vida. Jesus disse que antes de sua volta as pessoas estarão vivendo desatentas como a geração que pereceu no dilúvio. E o que elas estavam fazendo? Comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento (Mt 24.37-39). Que mal há em comer e beber, casar e dar-se em casamento? Nenhum! Mas, quando nos deleitamos nas coisas boas e substituímos Deus pelas dádivas de Deus estamos em grande perigo. O jejum não é fome de coisas boas; o jejum é fome de Deus. O jejum não é fome das coisas que Deus dá; o jejum é fome do Deus doador. Nossa geração corre sôfrega atrás das bênçãos de Deus em vez de buscar o Deus das bênçãos. Deus é melhor do que suas dádivas. O abençoador é melhor do que sua bênção. Jejum é fome de Deus e não das dádivas de Deus!
3. O propósito do jejum. O jejum não é uma promoção pessoal nem uma trombeta a alardear nossa espiritualidade diante dos homens. O jejum não é meritório. Jejuamos para nos deleitarmos em Deus. Jejuamos porque temos saudade de Deus e não podemos viver vitoriosamente sem ele. O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar a sua vontade (Is 58.1-12). Tampouco impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mt 6.16-18). Jejuar para ser admirado pelos homens é ter uma motivação errada. Jejum é fome do próprio Deus e não busca por aplausos humanos (Lc 18.12). O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10.1-12), para suplicarmos a sua ajuda (2Cr 20.3; Ed 4.16) e para voltarmo-nos para Deus com todo o nosso coração (Jl 2.12,13). O jejum é para reconhecermos a nossa total dependência divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com poder divino, em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29). É tempo da igreja jejuar! É tempo da igreja voltar-se para Deus de todo o seu coração, com jejuns e com pranto (Jl 2.12). É tempo de buscarmos um reavivamento verdadeiro, que traga fome de Deus em nossas entranhas e traga um profundo anseio pela presença manifesta de Deus em nossa igreja, em nossa cidade, em nossa nação!
Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 25 de março de 2015

Babilônia, a sodomização da nossa cultura

A Rede Globo de Televisão dá mais um passo no sentido de empurrar a sociedade brasileira para o abismo da sodomização. Sua nova novela das 21h, BABILÔNIA, faz apologia à homossexualidade e ataca desde os seus alicerces o conceito tradicional de família, conforme preceitua a nossa Constituição Federal e a ética judaico-cristã.


O nome da novela, Babilônia, já diz o que ela pretende. Babilônia é a cidade do pecado, o reino da iniquidade, o território da máxima rebelião contra Deus. O livro de Apocalipse, nos capítulos 17 e 18, retrata a Babilônia como o sistema do mundo que se opõe a Deus e persegue a igreja. A Babilônia é chamada de “a Grande Meretriz” por causa de sua violência furiosa contra o povo de Deus e sua luxúria desavergonhada. O ataque à igreja cristã pode vir de duas maneiras: perseguição física ou ideológica. O ataque no campo das ideias é mais sutil e também mais perigoso. Seu propósito não é produzir mártires, mas apóstatas. A sedução do mundo é mais perigosa do que a espada do mundo. Ser amigo do mundo é constituir-se em inimigo de Deus. Stanley Jones, disse com razão, que o sub-cristianismo é pior do que o anti-cristianismo. Conformar-se com o mundo é ser tragado pelo mundo e condenado com ele.

Essa novela tem, claramente, o propósito de desconstruir os valores da família, promover o caos moral e induzir o povo brasileiro às práticas mais degradantes do desregramento sexual. É a sodomização da nossa cultura. É o achincalhamento da virtude. É desbarrancamento da ética. Assistir a essa trama urdida nos bastidores do relativismo ético e nos camarins da apostasia religiosa, é promover uma causa inglória de terríveis consequências para a família. É tornar-se parceiro daquilo que é abominável a Deus. É promover aquilo que deveríamos reprovar com toda veemência. É dar guarida àquilo de que deveríamos fugir com celeridade. Não podemos ser neutros nessa questão nem ficarmos em cima do muro. A omissão covarde de uns e o silêncio conivente de outros só contribuem para a promoção dessa perversidade. O papel da igreja de Deus é erguer sua voz. É protestar. É condenar o pecado. É dizer que ninguém avilta a verdade e a honra sem graves consequências. Com essa novela a Rede Globo faz uma semeadura maldita e a colheita certamente será amarga. As gargalhadas ruidosas do pecado hoje transformar-se-ão em lágrimas copiosas amanhã.

A palavra de Deus nos ensina a não colocarmos coisas abomináveis em nossa casa: “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada” (Dt 7.26). A Palavra de Deus nos adverte a não assistirmos coisas injustas: “Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero. Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará” (Sl 101.2,3). A Palavra de Deus nos proíbe de vivermos segundo o curso deste mundo: “Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na rodas dos escarnecedores” (Sl 1.1). A Palavra de Deus nos adverte a não sermos coniventes com o erro: “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11). É hora de mostrarmos nosso repúdio a essa conspiração moral da Rede Globo. Mude de canal. Mantenha sua família distante desse tremedal de lama!

Rev. Hernandes Dias Lopes


sábado, 14 de março de 2015

Como lidar vitoriosamente com as críticas

As críticas podem ser uma cova para nossos pés ou um livramento para a nossa alma. Se temos consciência de quem somos em Cristo, não podemos depender dos elogios nem nos desencorajarmos com as críticas. É impossível viver vitoriosamente sem lidar com críticas. Os críticos estão espalhados por todos os lados e não nos pouparão. Davi teve que lidar com alguns críticos como o gigante Golias e o rei Saul. Mas, o crítico mais amargo de Davi foi Eliabe, seu irmão mais velho. O texto de 1 Samuel 17.28-30 mostra com cores vivas essa triste realidade. A crítica sempre dói, mas há momentos em que a crítica dói mais.

1. A crítica dói mais quando vem daqueles que deveriam estar do nosso lado e estão contra nós.Eliabe era irmão de Davi, mas estava contra ele. Devia estar do lado de Davi, mas tornou-se seu adversário mais ferrenho. Às vezes as lutas mais amargas que travamos são aquelas que enfrentamos com as pessoas da nossa própria casa ou da nossa própria igreja.
2. A crítica dói mais quando vem daqueles que nos conhecem a muito tempo. Eliabe era o irmão mais velho de Davi e Davi era o caçula de oito irmãos. Logo, Eliabe viu Davi nascer e crescer. Conhecia o caráter de Davi e sua destemida coragem. Mesmo assim, porém, Eliabe se coloca contra Davi, pois a coragem do irmão denuncia sua covardia.
3. A crítica dói mais quando vem envelopada em destempero emocional. Eliabe irou-se contra Davi porque este se dispôs a enfrentar o gigante Golias, de quem Eliabe e os demais soldados estão fugindo há quarenta dias com as pernas bambas de medo. Eliabe fica irado porque tem medo que Davi seja mais honrado do que ele. Eliabe vê seu irmão não como um parceiro, mas como um rival.
4. A crítica dói mais quando ela é contínua, sem descanso nem pausa. Diante de chuvarada de críticas de Eliabe, Davi perguntou-lhe: “Que fiz eu agora? Só fiz uma pergunta.” Davi estava dizendo com isso que Eliabe era um crítico contumaz. Fazia parte do seu perfil ser um homem duro com os outros e complacente consigo mesmo. Parecia até que o “ministério” de Eliabe era o ministério da crítica. Em vez de enfrentar o gigante, Eliabe tenta desmoralizar Davi, e isso porque este dispôs-se a enfrentá-lo.
5. A crítica dói mais quando o crítico julga até nossas intenções. Eliabe fez um juízo de valor, quando disse a Davi que conhecia sua presunção e maldade, pois estava ali apenas para ver a peleja. Nada mais injusto e inverídico! Davi estava sendo muito humilde em estar naquele acampamento de guerra, uma vez que o profeta Samuel já o tinha ungido como o futuro rei de Israel, em lugar de Saul. Mesmo assim, aceita uma ordem de seu pai para tomar o humilde posto de um “office boy” e levar um lanche para os seus irmãos no “front” da batalha. Os críticos têm a audácia de transformar nossas virtudes em defeitos e seus juízos temerários em afirmações categóricas.
6. A crítica dói mais quando o crítico visa nos humilhar em público. Eliabe dá sua última cartada e tenta humilhar Davi diante dos soldados de Saul, perguntando-lhe: “Com quem você deixou aquelas poucas ovelhas no deserto?” Eliabe está dizendo para Davi que ele deveria recolher à sua insignificância, pois não passava de um simples pastor e jamais poderia ocupar o posto de um destemido soldado de Israel. Davi não perde a paz nem o foco com as críticas injustas de Eliabe, antes, foge dele. A melhor maneira de lidar com os seus críticos é fugir deles. Se você der ouvido aos críticos perderá seu sono, sua paz e seu foco. Deus chamou você para fugir dos críticos e vencer os gigantes!
Rev. Hernandes Dias Lopes
FONTE: http://ipbvit.org.br/2015/03/09/como-lidar-vitoriosamente-com-as-criticas/

Jesus escolhe líderes para sua igreja

Jesus chamou dentre seus discípulos, doze homens para serem apóstolos. Essa escolha lança luz sobre os critérios que devemos adotar na eleição de oficiais da igreja. Vamos destacar aqui alguns pontos importantes:
1. Jesus orou ao Pai antes de escolher os líderes (Lc 6.12). Jesus passou uma noite toda orando ao Pai antes de escolher os homens que haveriam de liderar a igreja. Nós, de igual modo, precisamos orar, pedindo que Deus oriente a igreja na escolha de sua liderança. A resposta certa acerca da escolha da liderança da igreja vem de Deus. Portanto, nossa postura deve ser a de buscar do alto a orientação.
2. Jesus escolheu os líderes conforme sua soberana vontade (Mc 3.13). Jesus “chamou os que ele mesmo quis”. Jesus é o Senhor da igreja, o dono da igreja, o fundamento da igreja, o edificador da igreja e o protetor da igreja. Ele conhece os que lhe pertencem. Ele sabe o que é melhor para sua igreja. Sua vontade soberana deve ser buscada. Sua escolha soberana deve ser feita. Não há espaço para nenhuma manobra humana; não há lugar para nenhuma campanha de bastidores. A vontade soberana de Jesus é que deve prevalecer na escolha da liderança da igreja.
3. Jesus escolheu os líderes para estarem com ele (Mc 3.13,14). A maior prioridade da liderança da igreja não é fazer a obra de Deus, mas andar com o Deus da obra. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Antes dos apóstolos serem enviados ao mundo, vieram para junto de Jesus. O que isso significa? Significa que comunhão com Cristo é o alicerce do trabalho para Cristo. Só podemos nos levantar diante dos homens se primeiro nos assentarmos aos pés de Cristo. Só podemos pregar com autoridade ao mundo se primeiro estivermos com Jesus. Antes de Jesus enviar os apóstolos para o front da batalha, designou-os para estarem com ele, pois somente em comunhão com ele, a liderança recebe poder para vencer a batalha.
4. Jesus designou os líderes para pregar o evangelho e libertar os cativos (Mc 3.14,15). Uma liderança que anda com Jesus tem legitimidade para pregar o evangelho e poder para libertar os cativos. A comissão ao mundo deriva-se da comunhão com Cristo. O cumprimento da comissão é decorrência da intimidade com o dono da missão. Uma liderança que anda com Jesus tem autoridade para proclamar a verdade e libertar os encarcerados. O Jesus que comissiona é o mesmo que dá poder para o êxito da obra.
5. Jesus chamou homens diferentes para compor sua equipe de liderança (Mc 3.16-19). Dificilmente nós escolheríamos as mesmas pessoas que Jesus escolheu. Eram pessoas diferentes e heterogêneas. Alguns deles como Pedro, André, Tiago e João eram pescadores incultos. Mateus era empregado de Roma, enquanto Simão, o zelote, era opositor declarado de Roma. Entre eles estavam homens inconstantes como Pedro, céticos como Tomé, contundentes como Tiago e João, chamados de “filhos do trovão”. Filipe era do tipo pragmático, enquanto Bartolomeu era preconceituoso. Tiago, filho de Alfeu e Tadeu ficaram no anonimato, embora devam ter prestado um importante trabalho no reino de Deus. Esses homens não foram chamados apenas por quem eles eram, mas em quem eles foram transformados pelo ensino e exemplo de Cristo e pelo poder do Espírito. Os líderes devem ser homens escolhidos por Deus, ensinados por Cristo e capacitados pelo Espírito, para apascentarem o rebanho de Deus e anunciarem ao mundo o poderoso evangelho da graça. Os líderes são homens vulneráveis e frágeis, mas homens fortalecidos pelo Espírito, que andam com Cristo e servem a ele com humildade e integridade de coração.

Rev. Hernandes Dias Lopes

FONTE: http://ipbvit.org.br/2015/03/13/jesus-escolhe-lideres-para-sua-igreja/

COMO ERAM AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO?

O Evangelho de João relata uma passagem da vida de Jesus que leva algumas pessoas a entender que o Espírito Santo não agia entre o povo d...