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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Lembranças, doces lembranças

Fonte da figura: http://conceito.de/memoria

"Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós..."
Filipenses 1:3


Que tipo de memorias inspiramos nos outros? Doces ou amargas – para usar uma metáfora do palato? Essa pergunta, em relação ao contexto da carta aos Filipenses, é uma via de mão dupla, pois ela remete tanto às lembranças que Paulo tem dos filipenses, quanto a que os filipenses têm de Paulo.
A narrativa da fundação da igreja em Filipos está em Atos dos Apóstolos 16. Vamos agrupar a narrativa em torno dos três elementos estruturantes ou constitutivos da memória individual:

Em primeiro lugar, toda memória é constituída de acontecimentos. Segundo o dicionarista Houaiss, o verbo acontecer significa “ser ou tornar-se realidade no tempo e no espaço, seja por acaso, seja como resultado de uma ação, ou como o desenvolvimento de um processo ou a modificação de um estado de coisas, envolvendo ou afetando (algo ou alguém)”. Ao lermos Atos 16, logo descartamos a eventualidade dos acontecimentos que conduziram e ocorreram a Paulo em Filipos, o texto fala claramente que o Espírito Santo o dirigiu àquela cidade e possibilitou-lhe encontros e desencontros.

Em segundo lugar, toda memória é constituída de pessoas, de personagens. Em Filipos Paulo conheceu várias pessoas, de diferentes classes sociais e procedências religiosas. Uma vendedora de púrpura chamada Lídia, uma jovem possessa por um espírito de adivinhação, o carcereiro da cidade, além de vários anônimos que são referidos na passagem acima, mas que o Senhor não nos permitiu conhecer-lhes os nomes.

Em terceiro lugar, toda memória é constituída de lugares. Os acontecimentos e as pessoas estão ancorados, emoldurados em lugares por onde passamos, permanecemos, vivemos. O lugar que emoldura a narrativa é a cidade de Filipos, uma das principais cidades da Macedônia, orgulhosa de sua condição de colônia romana, de ser, melhor dizendo, uma miniatura de Roma. É nesse lugar que Paulo vai desenvolver seu ministério e fundar a primeira igreja da Europa.


Tudo isso nos leva a concluir que os encontros e desencontros não são ocasionais. “Dou graças ao meu Deus”, Paulo entende que é Deus que proporciona a ocorrência de acontecimentos, o encontro com pessoas e o trânsito pelos lugares para, acima de tudo, cumprir os Seus propósitos. Valorize os acontecimentos que te conduzem à lugares e pessoas, por não é por acaso que as encontramos. Lembranças, doces lembranças dos filipenses Paulo carrega na memória, e depois de cerca de 10 anos distante, ainda inspira o apóstolo a interceder por aqueles irmãos. O melhor lugar para se lembrar de alguém é diante de Deus em oração.

domingo, 22 de março de 2015

UM CHAMADO A ALEGRIA

Texto: Fp 3.1
INTRODUÇÃO
A alegria é o tema dessa Carta. O ponto nevrálgico do pensamento de Paulo aqui. Por isso, mais uma vez o apóstolo exorta a igreja a que se alegre no Senhor e vença os adversários e as adversidades com base na confiança que ela inspira.
I.    O MOTIVO DESSE CHAMADO
1) Maus Obreiros à vista. Legalistas e Sensualistas.
2) A comunidade fraternal ameaçada.
II. O IMPERATIVO DESSE CHAMADO
1)    Uma marca distintiva do crente.
a)    Sua atmosfera.
b)    Sua fonte.
c)    Seus efeitos.
d)    Seu significado. No CBP temos: “é aquele conhecimento arraigado de que somos salvos no presente, ainda que a nossa redenção plena resida no futuro” (1 Jo 3.2). Esse gozo produz no crente uma confiança prazerosa de que, independentemente das circunstancias pessoais, o seu destino está garantido pelo Senhor.
III. A LEMBRANÇA DESSE CHAMADO
1)     Feita com amor e sem aborrecimento.
2)     Feita com palavras outrora proferidas.

APLICAÇÃO
A alegria fortalece a fé.
A alegria é uma marca distintiva do crente.

A alegria possui inimigos perigosos.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O INTERESSE ESPECIAL DE DEUS PELO SEU POVO


Texto: Fp 2.14-16
INTRODUÇÃO
Aqui, o apóstolo continua a desenvolver o tema que vem ocupando a sua atenção em todo esse trecho. Nos versos 12 e 13, ele fala da natureza da vida cristã, de como Deus está no início, no meio e no fim da nossa salvação, concluindo com a exortação de que devemos desenvolver essa vida que recebemos de Deus com tremor e temor. O motivo pelo qual ele faz esse apelo é devido a certas coisas que provavelmente os atacarão, levando-os a murmurar e contender. Por isso, Paulo vai desenvolver esse tema nos lembrando que somos filhos de Deus, e como filhos de Deus ele faz um tríplice apelo: como filhos de Deus, devemos considerar a nós mesmos em nossa relação com o Pai; em segundo lugar, devemos considerar a nossa natureza como filhos de Deus; e, em terceiro lugar, devemos considerar a nós mesmos em nossa relação com o mundo que nos cerca.
I - NOSSA RELAÇÃO COM O PAI
Como Paulo apresenta seu apelo ético?
1)    Paulo faz o seu apelo ético primeiro apresentando o princípio, depois as implicações dele. Paulo nunca se interessa pela ética como tal. Seu interesse sempre é teológico, porque o cristão não é tão-somente um bom homem ético, é mais que isso. A ética, sem a base da verdade, acaba em moralismo. Ilustração: as flores colhidas no campo e as flores crescendo no campo.
2)    Paulo faz o seu apelo ético descrevendo o que significa ser cristão.
a)    Os cristãos, lembra-nos Paulo, são filhos de Deus. 1) Isso é verdade em relação aos cristãos (At 17.26, 29; Jo 8.44; I Pe 2.10; Jo 1.12; Rm 8.15) 2) Isso não é verdade em relação ao ímpio (Paternidade universal de Deus e fraternidade universal do homem).
b)    Ser Cristão é ser inteiramente diferente de quem não o é. Esse é o ponto aqui. O apelo de Paulo se baseia nessa diferença, de modo que, senão estivermos certos nisso e não o entendermos bem, o apelo cairá em ouvidos moucos.
Então, o que implica ser um filho de Deus ou um cristão?
3)    As implicações de ser filho de Deus
a)    Fomos adotados na família de Deus.
b)    Somos participantes da natureza divina.
c)    Somos objetos especiais do amor, cuidado e favor de Deus.
Mas, ser filho de Deus traz sobre nós algumas responsabilidades.
4)    As responsabilidades dos filhos de Deus.
a)    “Fazei todas as coisas”. Todas as coisas significa tudo quanto está relacionado com a nossa salvação. Todas as coisas que Ele nos pede que façamos, este viver a vida cristã, devem ser feitos sem murmurações nem contendas.
b)    “Murmurações e contendas” - o exemplo de Israel no deserto (Sl 106). Paulo, com essas duas palavras, lembra a experiência dos Israelitas no deserto, de como eles murmuraram e contenderam com Deus. Temos aqui um exemplo negativo, um aviso.
a)    Murmurações – são fruto de um espírito e de um querer obstinados. Elas são sinais indicativos de rebelião moral, as murmurações são fruto da falta de amor.
b)    Contendas – Uma segue-se a outra. A primeira coisa que vai mal no cristão é que ele começa a duvidar do amor de Deus, e as discussões e contendas são resultados da rebelião intelectual. As contendas sempre são sinais indicativos da falta de fé.
c)    Não há nada que tanto estrague a vida cristã, não há nada que tanto arruíne a vida, como este espírito de murmuração e contenda.

5)    Como posso executar a exortação do apóstolo?
Como posso ir em frente sem murmurações e contendas?
a)    Em primeiro lugar, comece lembrando o caráter de Deus.
b)    Em segundo lugar, o ponto subsequente é que o apóstolo dá ênfase aqui à paternidade de Deus.
c)    Em terceiro lugar, lembre-se da grandeza de Deus e da sua própria pequenez, especialmente da pequenez da sua mente e do seu entendimento.

d)    Em primeiro lugar, devemos lembrar que o principal interesse de Deus por nós é a nossa santificação.

COMO ERAM AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO?

O Evangelho de João relata uma passagem da vida de Jesus que leva algumas pessoas a entender que o Espírito Santo não agia entre o povo d...