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segunda-feira, 29 de junho de 2015

As Estratégias de Satanás: O Ditador


Ref. Jo. 12:31; Jo. 14:30; 1 Tm. 3:6-7; Pv. 16:18; 1 Jo. 5:19; 1 Cr. 21:1-2, 7-8,14-19.

Introdução
Se eu lhe perguntasse "Qual foi o pior pecado que cometeu Davi?", certamente me responderia "Cometer o adultério com Bate-seba e fazer que matassem a seu marido na batalha". Certamente, os pecados de adultério e assassinato (unidos ao engano) são graves, e não podemos tratá-los à ligeira.
Mas Davi cometeu outro pecado que inclusive teve maiores consequências. Devido ao adultério de Davi, morreram quatro pessoas: Urias; o menino que nasceu; Amnom e Absalão.
Mas devido ao outro pecado de Davi, morreram 70.000 pessoas!
Quando Davi confessou seus pecados de adultério e de assassinato, disse: "pequei". Mas quando confessou esse outro pecado, disse: "pequei gravemente". Qual foi o outro pecado de Davi? E que papel desempenhou nele Satanás?
1. O objetivo de Satanás: sua vontade
1. A meta de Satanás é sempre chegar à sua vontade e dominá-la.
a) Pode começar enganando à sua mente, como fez com Eva, ou atacando o corpo, como no caso de Jó; mas, em última instância, deve alcançar a vontade.
b) Entretanto, no caso de Davi, Satanás evitou sua mente e seu corpo, concentrando sua estratégia em um demolidor ataque surpresa contra sua vontade, e assim vencendo.
2. Jamais devemos subestimar a importância da vontade na vida cristã.
a) Há muitos crentes que têm uma religião intelectual que satisfaz a mente mas não transforma a vida.
b) Uma religião emocional, que se compõe de sentimentos cambiantes. A menos que se encontrem em um bom momento emocional, sentem que Deus lhes abandonou.
c) Mas Deus quer que todo nosso ser interior esteja entregue a Ele: uma mente inteligente, um coração fervente e uma vontade obediente. Nossa obediência deveria ser inteligente, e estar motivada por um coração quente e amoroso.
2.1. A vida cristã é basicamente uma questão de vontade.  Temos que amar ao Senhor com todo nosso coração (nossas emoções), nossa mente (o intelecto) e nossas forças (a vontade).
2.2. Sua vontade é importante porque ajuda a determinar seu caráter. As decisões moldam o caráter, e são as que marcam a pauta em sua vida. O que dirigi nossa vida é a vontade.
2.2. Muitos cristãos acreditam que o amor cristão é um sentimento. Não o é: é uma vontade. Nos ordena que nos amemos uns aos outros, e Deus não pode dar ordens a seus sentimentos. Mas tem todo o direito a ordenar a nossa vontade. O amor cristão significa, simplesmente, que tratemos a outros como Deus nos trata, e isto implica a nossa vontade.
3. O pecado original de Satanás também teve que ver com a vontade. Em Isaías 14:12-14 Satanás usa cinco vezes  os verbos que indicam vontade, em tempo futuro. E agora tenta duplicar esse pecado em nossa vida, e o conseguirá se não tomarmos cuidado.
4. Satanás é "o príncipe deste mundo", e você e eu somos estrangeiros rebeldes que vivemos em seu território. Dado que somos cidadãos do céu, obedecemos as leis celestiais e submetemos a um Senhor celestial. Satanás deseja que lhe adoremos e o sirvamos, quer que nossa vontade esteja submetida à sua. Que arma utiliza para nos tentar?
2. A arma de Satanás: o orgulho
1. Davi se sentiu importante quando Satanás lhe aproximou com a sugestão de que recenseasse ao povo. Em 1 Crônicas 20 nos fala de certo número de grandes vitórias, incluindo a captura de uma valiosa coroa que foi colocada sobre a cabeça de Davi. Este rei conseguiu muitas vitórias, mas perdeu a guerra, porque Satanás utilizou essas vitórias para inflar o ego de Davi e lhe levar a rebelar-se contra Deus.
2. O adultério de Davi com o Bate-Seba foi um pecado da carne. Mas, quando decidiu recensear ao povo, seu pecado foi espiritual.  2 Co. 7: 1
a) Os crentes não deveriam cair em pecados da carne nem do espírito.
- O filho pródigo do Lucas 15 era culpado de pecados da carne, mas seu irmão mais velho - orgulhoso, crítico e inexorável -, era culpado de pecados espirituais.
- Vale a pena ter em conta que o pecado de Davi, o de recensear ao povo, deu como resultado a morte de 70.000 pessoas. Seu pecado de adultério provocou a morte de quatro.
b) As Igrejas locais são muito rápidas em julgar e condenar aos que caem em pecados da carne, mas não tanto em julgar e disciplinar aos membros que são culpados de pecados do espírito: orgulho, falação, ciúmes, competência, jactância em relação aos resultados, etc.
3. Até certo ponto, o orgulho forma parte de todas as tentações de Satanás. Parte de sua oferta a Eva foi a de "Serão como Deus!" Jó teve que escutar as críticas de seus amigos, e se perguntava por que Deus não aparecia para lhe justificar. Quando Satanás tentou o nosso Senhor, tentou apelar ao orgulho humano. Mt.4:8-9.
4. Este é um dos perigos dos grandes êxitos. Aqueles aos quais foi concedido muito têm que lutar intensamente contra o orgulho. O orgulho glorifica ao homem e arrebata de Deus a glória que só a Ele merece. O orgulho é uma arma que Satanás dirige com grande habilidade. 1 Pe. 5:5-6
5. O que era tão mau no fato de que Davi recenseasse ao povo? Êxodo 30:11-16.
a) Quando Davi recenseou o povo, o fez para sua própria glória, não para a de Deus. Não se menciona absolutamente que fizesse compilar o "dinheiro de resgate".
b) O que motivou o censo foi "a palavra do rei", e não a de Deus; e inclusive rechaçou a ordem do rei. O que motivou as ações de Davi foi seu orgulho.
c) Satanás se apropriou da vontade do rei, inflou seu ego e o levou a pecar. Satanás sabia que Davi se sentia vitorioso e importante, e se aproveitou disto. Isto explica por que Paulo admoestou à igreja primitiva que não colocasse os novos crentes em lugares de liderança espiritual. 1 Tm. 3:6; 3 Jo. 9; 1 Tm. 6:3-5
d) O desejo de Satanás é trabalhar dentro da igreja local, pondo obstáculos no seu ministério; e, para conseguir este objetivo, deve trabalhar através dos cristãos que formam parte dessa comunidade. O orgulho é uma de suas armas principais. Se for capaz de conseguir que um pastor se orgulhe de suas pregações, um professor de escola dominical do crescimento espiritual de seus alunos, ou um diácono de sua experiência e liderança, então o diabo terá um ponto de apoio para lançar seus ataques. O rei Davi conduziu à morte e tristeza ao Israel unicamente por ser orgulhoso.
3. O propósito de Satanás: lhe fazer independente da vontade de Deus
1. O homem é uma criatura dependente. Deve depender de Deus ("porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos", At. 17:28) e de seu próximo para manter-se com vida. A essência do pecado consiste em tentar independer-se de Deus, é a de nos fazer criadores em lugar de criaturas (Rm. 1:25); implica acreditar na mentira de Satanás, "serão como Deus". Se o diabo conseguir que você atue e pense independentemente da vontade divina, então poderá controlar sua vontade e sua vida. Você pensará que está atuando livremente, o qual forma parte do engano de Satanás, mas na realidade atuará sob as ordens do príncipe deste mundo.
2. Cada vez que atuamos em desobediência a essa vontade divina, manifestamos orgulho e independência. Mas tudo o que acontece em nossa vida é importante para Deus. Em sua Palavra achamos preceitos, princípios e promessas que nos guiam quando procuramos sua vontade.
3. Davi não era culpado dos "desejos dos olhos" (como quando olhou a Bate-Seba), ou "os desejos da carne" (como quando cometeu adultério com ela); mas era culpado de "a vangloria da vida" (veja 1Jo. 2: 15-17). O orgulho significa que atuemos independentemente de Deus ou, pior ainda, que tentemos utilizar a Deus para conseguir nossos propósitos egoístas. Deus se converte em nosso escravo celestial, e lhe dizemos o que deve fazer!
4. Quando nos rebelamos contra Deus, e atuamos por nossa conta, não podemos esperar que venha correndo  nos resgatar. Deus, em sua graça, perdoa nossos pecados, mas Deus, em seu governo, permite que o pecado siga seu curso e produza seus resultados naturais. Não há forma de evitar o fato de que colhemos o que semeamos.
5. Quanto mais alta é a posição espiritual em que se encontre uma pessoa, mais afetarão seus pecados a outras pessoas. O adultério de Davi afetou a sua família e, até certo ponto, à nação, mas o seu censo do povo deu pé a uma verdadeira crise nacional.
6. Uma das lições mais importantes que deve aprender o crente é que não pode independer-se de Deus. Necessita da provisão divina para lhe sustentar fisicamente, e necessita da vontade e da Palavra divina para fazê-lo espiritualmente. 2 Cr. 26:15-16; Dt. 6:10, 12; 2 Co. 12:10.
7. Tome cuidado quando pensar que já chegou! Cuidado quando pensar que você é muito importante, que Deus não poderia se arrumar sem você! Cuidado quando começar a arrebatar a Deus a glória que só pertence a Ele!
Qual é sua defesa?
4. Sua defesa: o Espírito de Deus que mora em você
1. O orgulho é uma arma tão poderosa, e Satanás um inimigo tão forte, que só um poder superior nos poderá conceder a vitória. Esse poder provém do Espírito Santo de Deus. Fl. 2:12-13
a) Só Deus Espírito Santo, agindo em você, é capaz de lhe controlar e lhe capacitar para agradar a Deus Pai.
b) "Ocupar-se na salvação" não quer dizer "ocupar-se para salvar-se". A salvação é um presente, comprado pelo sangue de Cristo. "nos ocupar" em nossa própria salvação significa completar a carreira que é a vida cristã, alcançar em caráter e conduta o que Deus planejou para nós.  O termo grego significa "seguir adiante para a meta, levar até a conclusão final". Deus tem um plano específico para cada vida, e devemos cooperar com Ele para cumpri-lo.
Segundo Efesios 2:8-10, na vida cristã há três "obras":
- A primeira obra que menciona Paulo é a salvação: a obra que Deus faz por nós. Jesus Cristo completou esta obra na cruz. Jo. 17:4; Jo. 19:30; Hb. 10:12.
- A segunda obra é a santificação: a obra que Deus faz em nós. A salvação é sozinha o princípio; deve ir seguida de um crescimento e desenvolvimento espiritual. 2 P. 3: 18.
- A terceira obra: o serviço, a obra que Deus faz por meio de nós. Deus age em nós para poder atuar por meio de nós, conseguindo assim os objetivos que dispôs para nós. Não é necessário que inventemos coisas para fazermos à Deus: Ele já tem um plano perfeito para nossa vida e obras específicas que quer que levemos a cabo para sua glória.
2. Como age Deus em nós? Por meio de seu Espírito Santo. Mas, o que devemos fazer para permitir que o Espírito aja em nós? A resposta a esta pergunta a achamos em dois dos versículos mais conhecidos da Bíblia, Romanos 12:1-2.
a) O Espírito Santo pode agir em seu corpo quando você se submete a Ele, junto com sua mente e sua vontade. Mas estas são precisamente as áreas que Satanás deseja atacar! Quer atacar seu corpo com o sofrimento, para fazer que o impaciente a vontade de Deus. Quer atacar sua mente com mentiras, para lhe fazer ignorante da vontade divina. E quer atacar sua vontade com o orgulho, para lhe fazer independente dessa vontade.
3. Recorde: na batalha contra Satanás, a única forma de vencer é rendendo-se, mas rendendo-se a Deus. Tg. 4:6-7
a) O verbo "apresentem" em Romanos 12:1 tem o significado de "entregar de uma vez e para sempre". Ao se levantar da cama entregue seu corpo a Deus como instrumento para ele.
b) O seguinte passo é o de tomar sua Bíblia e apresentar sua mente a Deus, para que a renove. O que renova e transforma a mente é a Palavra de Deus.
c) Uma vez que tenha entregue a Deus seu corpo (e tenha saído da cama) e sua mente (meditando na Palavra de Deus), o seguinte passo é lhe entregar sua vontade, e isto se faz mediante a oração. A Palavra de Deus e a oração sempre vão juntas. Se você se limitar a ler a Palavra, sem orar, terá luz sem calor; mas se ora sem ler a Palavra, correrá o perigo de converter-se em um fanático. At. 6:4; Jo. 15:7
4. Quando tiver dado estes três passos, entregou-se totalmente ao Senhor: corpo, mente e vontade. O Espírito de Deus poderá atuar em você e lhe conceder a vitória. O Espírito Santo utiliza a Palavra. 1 Ts. 2: 13; Ef. 3:20.
5. Quando o Espírito de Deus age em nós, produz humildade, não orgulho.  
a) A humildade não consiste em ter um conceito pobre de nós mesmos.
- O exemplo de Moisés. Era isto humildade por parte de Moisés? É obvio que não! Era orgulho; de fato, era o pior tipo de orgulho: a falsa modéstia. A pessoa que é verdadeiramente humilde tem estas características: (1) conhece-se si mesmo; (2) aceita-se a si mesmo; (3) entrega-se a Deus; (4) tenta melhorar para servir melhor a Deus.
b) O homem humilde se dá conta de que tudo provém de Deus, a quem deve devolver-lhe.  João o Batista disse: Jo. 3:27. E Paulo ecoou desta verdade: 1 Co. 4:7
- nos gabar de nossos dons é pecado, porque foi Deus que nos concedeu de modo que não podemos nos apropriar do mérito.
- Mas negar nossos dons também é um pecado. Devemos aceitar nossos dons e afirmá-los para glória de Deus.
6. Lembre-se, Satanás pode utilizar as coisas espirituais para fazer que você se sinta orgulhoso: sua habilidade para ensinar ou pregar a Palavra; sua vida de oração; seu êxito na hora de dar testemunho e ganhar almas.
Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. - - Tg.4:10


Fonte: Adaptado do livro “As estratégias de Satanás”, de Warren W. Wiersbe.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O PERIGO DE UMA PROFISSÃO DE FÉ SIMPLESMENTE VERBAL

Mateus 7:21­27 
Introdução
1) "O Senhor Jesus finaliza o Sermão do Monte", escreve J. C. Ryle, "com uma passagem de aplicação penetrante. Ele volta-se dos falsos profetas para os falsos professos, dos falsos mestres para os falsos ouvintes".
2) Por isso, Jesus nos leva a um confronto próprio, colocando diante de nós a escolha radical entre a obediência e a desobediência, e nos convoca a um compromisso incondicional da mente, da vontade e da vida com os seus ensinamentos. Jesus enfatiza com grande solenidade que o nosso destino eterno depende de uma obediência total.
3) No que se refere a isso, os dois parágrafos finais do Sermão são muito parecidos. Ambos contrastam as reações certa e errada aos ensinamentos de Cristo. Ambos indicam que a neutralidade é impossível e que uma decisão definida tem de ser tomada. Ambos destacam que nada pode substituir a obediência ativa e prática. E ambos ensinam que a questão da vida e da morte no dia do juízo será determinada pela nossa reação moral a Cristo e a seus ensinamentos nesta vida. A única diferença entre os parágrafos é que, no primeiro, se oferece como alternativa para a obediência uma profissão de fé com os lábios, e, no segundo, um mero ouvir, também como alternativa para a obediência.
 I. O PERIGO DE SUBSTITUIR A OBEDIÊNCIA PELA ELOQUÊNCIA
1) As pessoas que Jesus está descrevendo aqui estão confiando para a sua salvação em uma afirmação do credo, no que elas "dizem" a Cristo ou a respeito de Cristo. "Nem todo o que me diz" (v. 21). "Muitos, naquele dia, hão de dizer" (v. 22). Mas o nosso destino final será estabelecido, Jesus insiste, não pelo que lhe dizemos hoje, nem pelo que lhe diremos no último dia, mas por fazermos o que dizemos, por estar a nossa profissão verbal acompanhada da obediência moral.
2) O que eles professam de Cristo?
Uma profissão verbal de Cristo é indispensável. Para sermos salvos, escreveu Paulo, temos de confessá-lo com nossos lábios e crer em nossos corações. E uma verdadeira profissão de fé em Jesus como Senhor é impossível sem o Espírito Santo.
Primeiro, a profissão é respeitosa. Chama-o de "Senhor", exatamente como hoje em dia a maneira mais respeitosa e educada de se referir a Jesus ainda é dizer "nosso Senhor".
Segundo, a profissão é ortodoxa. Embora chamar Jesus de "Senhor" talvez não signifique mais do que chamá-lo de "senhor" (com minúscula), o presente contexto contém alusões a Deus como seu Pai, e a ele mesmo como Juiz, e portanto parece implicar em algo mais.
Terceiro, é fervorosa. Pois não é um "Senhor" frio ou formal, mas um "Senhor, Senhor" entusiástico, como se o orador desejasse chamar a atenção para a força e o zelo de sua devoção.
Quarto, é uma confissão pública. Não é uma declaração particular e pessoal de fidelidade a Jesus. Alguns até "profetizaram" em nome de Cristo, chegando até a insinuar que pregaram em público com a autoridade e a inspiração do próprio Jesus.
Quinto, a profissão de fé às vezes chega a ser espetacular. A fim de destacar este ponto, Jesus cita os mais extremos exemplos de profissão de fé verbal, a saber, o exercício de um ministério sobrenatural envolvendo profecia, exorcismo e milagres. O que essas pessoas destacam ao falar com Cristo no dia do juízo é o nome pelo qual ministraram. Três vezes usaram-no, sempre colocando-o em primeiro lugar para dar ênfase. Reivindicam que, em nome de Cristo, pública e abertamente confessado, eles profetizaram, expeliram demônios e fizeram muitas obras maravilhosas. E não temos motivo para não acreditar nas suas reivindicações, pois "grandes sinais e prodígios" serão realizados até mesmo pelos falsos Cristos e falsos profetas.

3) O que poderia haver de errado nisto?
Em si, nada de mau. E, não obstante, tudo está errado, porque são palavras que não contêm a verdade; é uma profissão de fé sem realidade. Não os salvará no dia do juízo. Por isso, Jesus passa do que eles dizem e dirão para o que ele lhes dirá. Ele também fará uma declaração solene. A palavra usada no versículo 23 é homologësö, "confessarei".
II. O QUE JESUS DIRÁ A RESPEITO DELES
1)    Como será essa confissão?
a)    A confissão de Cristo será, como a deles, em público. Ele lhes dirigirá as terríveis palavras: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade, pois, embora tenham usado o nome dele livremente, Jesus não conhecia seus nomes.
b)    A confissão de Cristo será, diferente da deles, verdadeira.
2)    Qual a razão de Jesus os rejeitar.
a) Porque a profissão de fé deles foi verbal, não moral. Era uma confissão apenas de lábios, não de vida. Chamam a Jesus "Senhor, Senhor", mas jamais se submeteram ao seu senhorio, nem obedeceram à vontade de seu Pai celeste. A diferença vital está entre o "dizer" e o "fazer".
b) Porque eles são malfeitores, praticam a iniquidade. Podem alegar feitos grandiosos em seu ministério; mas, no seu comportamento diário, as suas obras não são boas, são más.
Conclusão

Nós que, atualmente, declaramos ser cristãos, fizemos uma profissão de fé em Jesus, particularmente na conversão e publicamente no batismo. Damos a impressão de honrar a Jesus, chamando-o de "o Senhor" ou "nosso Senhor". Recitamos o credo na igreja e cantamos expressivos hinos de devoção a Cristo. Até exercemos uma variedade de ministérios em seu nome. Mas ele não fica impressionado com nossas palavras piedosas e ortodoxas. Ele continua pedindo evidências de nossa sinceridade em boas obras de obediência.

sexta-feira, 27 de março de 2015

OS PROFETAS E A MISSÃO DELES OU OUVINTES INCORRIGÍVEIS

Texto: Jr 25. 1-14

INTRODUÇÃO
Este é o primeiro lugar no livro onde Jeremias fala de si mesmo como “o profeta” (v. 2). Ele aqui recorda as condições do seu labor (v. 3), e alude às mudanças que veem sobre a sua nação durante a sua missão entre eles.
I.              UM EXAME DO TRABALHO PROFÉTICO É REALIZADO
1.    Sua vasta e variada audiência (v. 2);
2.    O prolongado período do seu ministério (v. 3). 19 anos sob Josias, 3 meses sob Jeoacaz, 4 anos sob Jeoaquim.

II.            UM TESTEMUNHO PROFÉTICO FERVOROSO É REVELADO
1.     Sua própria perseverança (v. 2) – “por vinte e três anos, madrugando e falando”.
2.     A perseverança dos seus antecessores e sucessores (v. 3), de modo que as mensagens e exortações dos profetas nunca serão silenciadas.
III.           UMA CONFIRMAÇÃO DA AUTORIDADE PROFÉTICA É REQUERIDA.
1.    Ele profetizou só porque foi comissionado por Deus (v. 3, 15, 30)
2.    Os profetas foram divinamente constrangidos para seu trabalho e testemunho (v. 4).
IV.          UM SUMÁRIO DA PREGAÇÃO PROFÉTICA É MOSTRADO.
1.    Um chamado à reforma v. 5;
2.    A promessa de uma formosa herança v. 5;
3.    Uma advertência contra a impiedade v. 6;
4.    Uma exposição das consequências do pecado v. 7
5.    Predição do julgamento v. 8-14.
V.           UMA INDICAÇÃO DA VARIADA CARACTERIZAÇÃO DO LABOR PROFÉTICO.
1.    Pregando v. 1-7;
2.    Escrevendo v. 13;
3.    Visitando v. 15;
4.    Denunciando v. 30.
VI.          UM PROTESTO CONTRA A REJEIÇÃO DA MENSAGEM PROFÉTICA É FEITO.
1.    As pessoas persistentemente recusam ouvir a mensagem profética (v. 3, 4, 8);
2.    Elas não têm mostrado inclinação em direção a mensagem enviada de Deus v. 4.
VII.         APLICAÇÃO
1. Aprendemos daqui, a corrupção terrível da natureza humana.
2. Aprendemos daqui, que não importa quão grande seja a nossa depravação, a palavra do Senhor terá seu efeito, não retornará nula ou vazio.
3. Aprendemos daqui, que um coração duro e impenitente, ao rejeitar o evangelho, está tomando a mais terrível de todas as decisões na vida presente, precursora da perdição final.
4. Se não ouvirmos Deus falar-nos de uma forma misericórdia agora, seremos obrigados a ouvi-lo falar-nos de uma forma condenatória no futuro.


terça-feira, 24 de março de 2015

A VISÃO DE CRISTO GLORIFICADO

Texto: Ap 1. 9-20
Introdução
1.    O contexto histórico em que se dá a visão.
A igreja, no final do século I, estava enfrentando uma grande perseguição, promovida pelo imperador Domiciano. Os cristãos eram odiados e perseguidos por várias razões.
1.1.  Politicamente, os romanos viam-nos como desleais, porque eles se recusavam a reconhecer César como a autoridade suprema. Essa deslealdade foi confirmada aos olhos dos oficiais romanos pela recusa a oferecer os sacrifícios obrigatórios de adoração ao imperador. Além disso, muitas das suas reuniões eram realizadas em particular durante a noite, fazendo com que os oficiais romanos os acusassem de “antigovernistas”.
1.2. Religiosamente, os cristãos foram denunciados como ateus, porque eles rejeitaram o panteão romano de deuses, porque eles adoravam um Deus invisível, e não um ídolo. Rumores, baseados em mal-entendidos de crenças e práticas cristãs, levou-os a acusa-los falsamente de canibalismo, incesto e outras perversões sexuais.
1.3. Socialmente, os cristãos, a maioria dos quais eram das classes mais baixas da sociedade (cf. 1 Coríntios 1:26), eram desprezados pela aristocracia romana. O ensinamento cristão de que todas as pessoas são iguais (Gl 3:28) ameaçou minar a estrutura hierárquica da sociedade romana e derrubar a elite do seu estatuto privilegiado. Também aumentou o medo de uma rebelião de escravos da aristocracia romana. Os cristãos não se oporiam abertamente a escravidão, mas a percepção era de que eles miná-la-iam      , ensinando que o senhor e o escravo eram iguais em Cristo (cf. Fm). Finalmente, os cristãos se recusavam a participar das diversões mundanas que eram tanto uma parte da sociedade pagã, evitando festivais, o teatro e outros eventos pagãos.
1.4. Economicamente, os cristãos eram vistos como uma ameaça pelos numerosos sacerdotes, artesãos e comerciantes que lucraram com a adoração pagã (Atos 19:23).
O próprio João estava exilado por causa da Palavra de Deus. Portanto, a visão que João tem na ilha de Patmos é uma forma de encorajar e consolar a igreja sofredora, senão vejamos.
I.              O HOMEM QUE FOI PRIVILEGIADO COM A VISÃO: JOÃO
Ele se descreve a si mesmo:
1.    Por seu presente estado e condição - “...o irmão e
companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de
Jesus Cristo”.
1.1.        Irmão e companheiro.
1.1.1.   Na Aflição.
1.1.2.   No Reino.
1.1.3.   Na paciência.
2.    Por meio do lugar e circunstâncias em que estava quando foi abençoado com essa visão – “Na ilha de Patmos”. 1) “...por causa da palavra de Deus”. 2) “e do testemunho de Jesus.”
3.    Por meio do dia em que ele teve essa visão: “...no dia do Senhor”.
4.    Por meio do estado em que o Espírito o colocara: “Ele estava no Espírito”.

II.            O QUE JOÃO OUVIU (vv. 9-11)

1.     No dia do Senhor, João ouviu uma voz como de uma trombeta atrás dele.
2.     No dia do Senhor, João ouviu uma voz como de uma trombeta atrás dele que o mandou escrever a visão num livro.
3.     No dia do Senhor, João ouviu uma voz como de uma trombeta atrás dele que o mandou escrever a visão num livro e envia-lo às sete igrejas.

III.           O QUE JOÃO VIU (vv. 12-16)
“Voltei-me para ver quem falava comigo”. É possível que haja um duplo sentido nesta frase, com o acréscimo de um aspecto metafórico — não somente aconteceu que João “se voltou”, mas aquilo representava o “momento da virada” — um momento crítico — para a igreja, a saber, o momento em que as visões do plano divino para pôr fim à história mundial estavam por começar. E o que ele viu?

1.    João viu sete candelabros de ouro. 1) Eles simbolizam as igrejas como a luz do mundo (Fp 2:15). 2) Eles são de ouro, porque o ouro era o metal mais precioso. A igreja é para Deus a entidade mais bela e valiosa na terra, tão valiosa que Jesus estava disposto a comprá-la com o seu próprio sangue (Atos 20:28). 3) Sete é o número da perfeição (cf. Ex 25: 31-40; Zc 4:2), assim, as sete igrejas simbolizam as igrejas em geral.
2.    João viu alguém "semelhante a um filho de homem".
2.1.        Onde ele estava?
2.2.        Qual o seu aspecto? João vê dez características distintas do Noivo da igreja em sua glória e majestade, as quais podem ser vistas como aspectos do ministério constante do Senhor Jesus Cristo à sua Igreja:
1) Suas Vestes (v. 13) ­ Falam de Cristo como Sacerdote e Rei. Ele nos conduz a Deus e reina sobre nós.
2) Sua Cabeça (v. 14) ­ Falam da sua divindade, da sua santidade e da sua eternidade.
3) Seus Olhos (v. 14) ­ Falam da sua onisciência que a tudo vê e perscruta. Ele é o juiz diante de quem tudo se desnuda.
4) Seus Pés (V.1.5) ­ Isso fala da sua onipotência para julgar os seus inimigos. Convém que ele reine até que ponha todos os seus inimigos debaixo dos seus pés (1 Co 15:23).
5) Sua Voz (v. 15) ­ Isso fala do poder irresistível da sua Palavra, do seu julgamento. No seu juízo desfalecem palavras humanas. A voz de Cristo detém a última palavra e é a única a ter razão.
6) Sua Mão (v. 16) ­ A mão direita é a mão de ação, com a qual age e governa. Isso mostra o seu cuidado com a igreja. Ninguém pode arrebatar você das mãos de Cristo (Jo 10:28).
7) Sua Boca (v. 16) ­ Essa Palavra aqui não é o Evangelho, mas a Palavra do juízo. A única arma de guerra usada pelo Cristo conquistador no capítulo 19 é a Espada que saía da sua boca (19:5). Essa é a cena do tribunal, onde é proferida a sentença judicial, e precisamente sem contestação.
8) Seu Rosto (v. 16) ­ A visão agora não é mais de um Cristo servo, perseguido, preso, esbofeteado, com o rosto cuspido, mas do Cristo cheio de glória. A luz do sol supera o brilho dos candeeiros. 9) Sua Perenidade ­ O Primeiro e o Último (v. 17) ­ Ele é o criador, sustentador e consumador de todas as coisas. Ele cria, controla, julga e plenifica todas as coisas. Cristo aqui é enaltecido como vitorioso sobre o último inimigo, a morte.
10) Sua Vitória Triunfal (v. 18) ­ João está diante do Cristo da cruz, que venceu a morte. Ele não apenas está vivo, mas está vivo para sempre. Ele não só ressuscitou, ele venceu a morte e tem as chaves da morte e do inferno. Quem tem as chaves tem autoridade. Jesus recebeu do Pai toda autoridade no céu e na terra (Mt 28:18). Jesus tem não apenas a chave do céu (3:7), mas também a chave da morte (túmulo). Agora a morte não pode mais infligir terror, porque Cristo está com as chaves, podendo abrir os túmulos e levar os mortos à vida eterna.

IV.          O QUE JOÃO FEZ (vv. 17,18)
A esmagadora visão que João testemunhou afetou-o dramaticamente. Notemos três efeitos da visão sobre João.
1.    A visão trouxesse-lhe medo – “Quando o vi, caí a seus pés como morto” (1:17 a). Uma visão do Cristo exaltado não produz outra coisa senão grande reverência e temor (Dn 10:7-9).
2.    A visão trouxesse-lhe consolo e garantia – “Então ele colocou sua mão direita sobre mim e disse: "Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último.
Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades”.
2.1.        Consolo - "Não tenha medo”.
2.2.       Garantia – 1) “Eu sou o primeiro e o último”. 2) “Sou aquele que vive”. 3) “Tenho as chaves da morte e do Hades”.
3.    A visão trouxesse-lhe dever - "Escreva, pois, as coisas que você viu, tanto as presentes como as que estão por vir. Este é o mistério das sete estrelas que você viu em minha mão direita e dos sete candelabros: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candelabros são as sete igrejas".
3.1.        Escreve. A ordem de Cristo para escrever agora é expandida, destacando-se três características: 1) As coisas que tens visto, a visão que João tinha acabado de ver e está registrada nos versos 10-16. 2) As coisas que são, uma referência às cartas às sete igrejas nos capítulos 2 e 3, que descrevem o estado atual da igreja. 3) As coisas que hão de acontecer depois destas coisas, as revelações proféticas dos eventos futuros desdobrados nos capítulos 4-22. Este comando triplo fornece um esboço para o livro do Apocalipse, abrangendo (a partir da perspectiva de João) o passado, presente e futuro.
APLICAÇÃO

Cristo está no meio da sua igreja, trazendo consolo, encorajamento, mas também advertência sobre o modo como andamos na sua presença.

A visão do Cristo glorificado deve nos lembrar do temor e reverência que temos que ter diante dele.

É nosso dever transmitir o conhecimento das profecias desse livro, mostrando a vitória final de Cristo e sua igreja sobre os seus inimigos.

domingo, 22 de março de 2015

PERSEGUIR O PRÊMIO: OS 6 PRÉ-REQUISITOS INDISPENSÁVEIS

Texto: Fp 3:12-16
Introdução
Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
1. CONSCIENTIZAÇÃO ADEQUADA
• “Não que eu tenha...perfeição
– “Não sou perfeito!”
– “Ainda falta muito!”
– “Para me equiparar a Ele, ainda tenho uma longa caminhada”
2. EMPENHO CONTÍNUO
• “mas prossigo”
– Dioko - “persigo”
• “Estou correndo atrás de”
– “Estou a caminho...”
• “para conquistar aquilo para o que fui conquistado por Cristo”
– “meu objetivo é o mesmo objetivo de Cristo ao
me salvar”
3. ATENÇÃO FOCADA
• “esquecendo...avançando...”
– “coisas ficaram para trás”. “Não tiram minha atenção”.
– “coisas que estão adiante”.  “Ditam minha direção”. “São meu alvo”.
4. MOTIVAÇÃO ADEQUADA
• “prossigo...para o prêmio”
– “Existe uma recompensa fabulosa”.
• “da soberana vocação”
– “chamado do alto”
– “Deus me chamou para isso”
5. MATURIDADE ADEQUADA
• “Todos que somos perfeitos”
– Não é a perfeição prática, mas a atribuída por
Cristo
• “Tenhamos este sentimento*”
– “tenhamos esta atitude; encaremos dessa forma”
• “se pensais de outro modo”
– “Quem está com outra atitude’’
6. CAMINHAR CONSISTENTE
• “andemos de acordo com o que já alcançamos”.
–“caminhemos em conformidade com nossa condição”.
–“continuemos neste caminho”.
–“já alcançamos a condição de filhos, sabemos onde iremos chegar, é só manter o curso sem desvios”.
APLICAÇÃO
Que todos alcancemos o pódio, que ninguém desista.


COMO ERAM AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO?

O Evangelho de João relata uma passagem da vida de Jesus que leva algumas pessoas a entender que o Espírito Santo não agia entre o povo d...