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sexta-feira, 3 de julho de 2015

ALGUMAS COISAS INDISPENSÁVEIS



1. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.“E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; sem derramamento de sangue não há remissão”. Hebreus 9.22.
2. Sem fé é impossível agradar a Deus. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que os buscam”. Hebreus 11.6.
3. Sem santidade ninguém verá o Senhor. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Hebreus 12.14.
4. Sem obras a fé é morta. “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. Tiago 2.26.
5. Sem amor nada somos. “E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria”. I Coríntios 13.3.

6. Sem mim (disse Jesus) nada podeis fazer. “Eu sou a videira, vós as varas. Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. João 15.5.

FONTE: CONDE, Emílio. Estudos da palavra. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1960.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O PERÍODO TRIBULACIONAL NAS ESCRITURAS


Embora esse assunto já tenha sido comentado brevemente num tratamento anterior, é necessário demonstrar os ensinamentos das Escrituras a respeito dessa importante doutrina escatológica.
A. A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO
Não existe maneira melhor de entender o conceito bíblico da tribulação do que deixar as Escrituras falarem por si. É impossível apresentar todas as declarações da Palavra sobre o assunto. Será suficiente listar algumas delas. A linha de revelação começa nos primórdios do Antigo Testamento e continua pelo Novo (Dt 4.30,31; Is 2.19; Is 24.1,3,6; Is 24.19-21; Is 26.20,21; Jr 30.7; Dn 9.27; Dn 12.1; J1 1.15; Jl 2.1-2; Am 5.18,20; Sf 1.14,15,18; Mt 24.21,22; Lc 21.25,26; 1 Ts 5.3; Ap 3.10; Ap 6.15-17).
Com base nessas passagens, torna-se claro que a natureza desse período é de
- ira (Sf 1.15,18; 1 Ts 1.10; 5.9; Ap 6.16,17; 11.18; 14.10,19; 15.1,7; 16.1,19),
- julgamento (Ap 14.7; 15.4; 16.5,7; 19.2),
- indignação (Is 26.20,21; 34.1-3),
- provação (Ap 3.10),
- problemas (Jr 30.7; Sf 1.14,15; Dn 12.1),
- destruição (J1 1.15; 1 Ts 5.3),
- escuridão (J1 2.2; Am 5.18; Sf 1.14-18),
- desolação (Dn 9.27; Sf 1.14,15),
- transtorno (Is 24.1-4,19-21),
- castigo (Is 24.20,21). Em nenhuma passagem encontramos alívio para a severidade desse tempo que virá sobre a terra.
B. A ORIGEM DA TRIBULAÇÃO.
O período tribulacional testemunhará tanto a ira de Satanás na sua hostilidade contra Israel (Ap 12.12-17) quanto a ira do fantoche de Satanás, a besta, na sua hostilidade contra os santos (Ap 13.7). Todavia, essa manifestação de ira nem mesmo começará a exaurir o derramamento de ira daquele dia. As Escrituras estão repletas de declarações de que esse período não é a ira do homem, nem mesmo a ira de Satanás, mas a ira de Deus. (Is 24.1; Is 26.21; Jl 1.15; Sf 1.18; Ap 6.16,17; Ap 11.18).
Com base nessas passagens, não se pode negar que esse período é particularmente a hora em que a ira e o juízo de Deus caem sobre a terra. Não é ira dos homens, nem ira de Satanás, a não ser à medida que Deus os utilize como canais para execução de Sua vontade; é uma tribulação de Deus. Esse período difere de toda a tribulação anterior não apenas em intensidade, mas também em tipo, já que vem do próprio Deus.

C. O PROPÓSITO DA TRIBULAÇÃO
1. O primeiro grande propósito da tribulação é preparar a nação de Israel para o Messias. A profecia de Jeremias (30.7; Dt 4.30, Jr 30.7; Ez 20.37; Dn 12.1; Zc 13.8,9) esclarece que essa hora, que está por vir, refere-se particularmente a Israel, pois ela é "a hora da angústia de Jacó". O propósito de Deus para Israel na tribulação é promover a conversão de uma multidão de judeus que entrarão nas bênçãos do reino e experimentarão o cumprimento de todas as alianças de Israel. Assim como João Batista pregou tal mensagem a fim de preparar Israel para a primeira vinda, Elias pregará a fim de preparar Israel para o segundo advento (Ml 4.5,6).
2. O segundo grande propósito da tribulação é derramar juízo sobre homens e nações descrentes. Apocalipse 3.10; Jr 25.32,33; Is 26.21; 2 Ts 2.12). Visto que o reino a seguir é um reino de justiça, esse julgamento deve ser visto como outro passo no desenvolvimento do plano de Deus para lidar com o pecado de modo que o Messias possa reinar.

D. A DURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO
Nos tempos bíblicos, os meses eram de trinta dias. Não havia meses de 31 ou 28, tampouco se considerava o ano bissexto. Os anos tinham sempre 360 dias (30x12=360). Em Apocalipse 11.3 está escrito que as duas testemunhas de Deus profetizarão por 1.260 dias ou três anos e meio (1.260/360=3,5). Esse período também aparece em Apocalipse 13.5 sob a forma de 42 meses (42x30=1.260). Esses três anos e meio são apenas a “primeira metade” da Grande Tribulação, que terá duração total de sete anos, conforme a profecia registrada em Daniel 9.24-27. Esta passagem menciona o concerto que o Anticristo firmará com muitos por uma semana de anos. Na metade desta (depois de três anos e meio), ele romperá o pacto, inaugurando a “segunda metade”. A septuagésima semana é a última de um total de “setenta setes”, revelados ao profeta Daniel (9.24). A contagem das setenta semanas — ou 490 anos — começou com o decreto de Artaxerxes para restaurar Jerusalém e foi interrompida com a morte do Messias (Ne 1.2; Dn 9.25,26). De acordo com a revelação dada ao profeta, essas semanas se subdividem em três períodos.
Eurico Bergstén explica isso com muita clareza:
A primeira parte compreende “sete semanas”, isto é, 7x7, ou 49 anos (Dn 9.25, e destaca, com clareza, o começo da contagem dessas “semanas” — “desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém” (...) Daquela data até à conclusão desse trabalho (Ne 6.15) passaram-se realmente 49 anos. A segunda etapa compreende “sessenta e duas semanas”, isto é, 62x7, ou 434 anos, tempo que abrange da restauração de Jerusalém ao Messias, o Príncipe, Dn 9.25. E realmente impressionante observar que desde a data do decreto para a restauração até à data da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mt 21.1-10) passaram-se exatamente 69 “semanas” ou 69x7, que são 483 anos. A terceira parte compreende a última semana, isto é, a septuagésima semana, sobre a qual a profecia diz: “Ele firmará um concerto com muitos por uma semana, e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares, e sobre a asa das abominações virá o assolador...”, Dn 9.27. Comparando esta expressão com a palavra de Jesus, quando profetizava sobre esses acontecimentos (Mt 24.15,21), fica provado que a septuagésima semana, sem dúvida, representa o tempo da grande aflição.
D.  A SALVAÇÃO DURANTE A GRANE TRIBULAÇÃO
1. A salvação na tribulação certamente será baseada no princípio fé. Hebreus 11.1-4
2. As descrições dos salvos na tribulação deixam claro que ser salvos pelo sangue do Cordeiro. (Ap 14.4; Ap 7.14).
3. A salvação será pelo ministério do Espírito Santo. Ao identificar o Espírito Santo como o detentor de 2 Tessalonicenses 2.7. Assim, no período tribulacional, o Espírito Santo, que é onipresente, fará o mesmo trabalho de regeneração que fazia quando Deus lidava anteriormente com Israel, mas sem um ministério de habitação. A atual habitação está relacionada à capacitação, à união de crente com crente por causa da sua relação com o Templo de Deus, mas a habitação é totalmente diferente do trabalho do Espírito na regeneração. Logo, devemos reconhecer claramente que, apesar de o Espírito não habitar os salvos da tribulação, Ele ainda pode operar na regeneração deles.
E. AS FASES DA GRANDE TRIBULAÇÃO
 
A grande Tribulação. - Os eventos que ocorrerão na semana de número 70 de Daniel são descritos em Apocalipse. Será um período de 7 anos, divido em duas partes de 3 anos e meio cada. Na primeira metade, Satanás trará alguns males, representado pelos selos. Enganará os moradores da terra, trazendo relativa paz e tranquilidade; resolverá os problemas políticos e econômicos, mas, ao tentar receber adoração dos judeus, dentro do templo reconstruído em Jerusalém, no lugar santíssimo, será rompida a aliança entre ele e Israel. Após isso, sobrevirá sobre a terra os juízos de Deus, chamados de trombetas e taças. Aparentemente, estes dois últimos acontecerão simultaneamente. Alguns destes juízos serão catástrofes naturais (terremotos, maremotos, pragas, poluições, quedas de asteróides, etc.), mas haverá também juízos sobrenaturais.
Os Selos

1. Primeiro Cavaleiro - branco. O anticristo se apresenta. Paz;
2. Segundo Cavaleiro - vermelho. Guerra generalizada.
3. Terceiro Cavaleiro - preto. Escassez de alimento.
4. Quarto Cavaleiro - amarelo. Mortalidade mundial.
5. Os santos são martirizados.
6. Cataclismos no céu e na terra.
7. A abertura das trombetas.
As Trombetas
1. A terça parte da terra consumida pelo fogo.
2. A terça parte da do mar é destruído
3. A terça parte da água potável se torna imprópria.
4. O sol perde um terço da sua luminosidade.
5. Primeiro ai. Gafanhotos do abismo
6. Segundo ai. A terça parte dos homens são mortos.
7. Terceiro ai. A abertura da Taças.
As Taças
1. Tumores e pestes generalizadas.
2. Morte de toda a vida marinha.
3. Total perda das águas potáveis.
4. Irradiação solar se agrava profundamente, provocando a morte dos homens.
5. O Anticristo é imobilizado.
6. Batalha do Armagedom.
7. Babilônia é destruída.



O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Referência: At 2.1-13.

Introdução
Vamos estudar a controvertida doutrina do batismo no Espírito Santo. Visando apresentar o assunto de forma didática, optamos pelo método escolástico de perguntas e respostas. Então, afinal, o que o batismo no Espírito Santo?

I – O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

O Batismo com/no espírito Santo é indefinível. Todos os conceitos são limitantes, delimitadores, uma camisa de força. Conceituar é, de alguma forma, assassinar o objeto da conceituação, é domestica-lo. Portanto, tudo o que temos são pistas, pegadas, indícios, eventos. Nenhum conceito pode conter essa experiência, por isso, o melhor a fazer é seguir as pegadas, as palavras usadas pelos escritores sagrados, principalmente Lucas, para descrever (mos) o (s) acontecimento (s).
1) Um Batismo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 13.16; 24.49; Jo 1.33; At 1.5)
a) É chamado de um batismo para lembrar a profecia de João Batista (Mt 3.11).
b) É chamado de um batismo para compará-lo com o de João e, ao mesmo tempo, para distingui-lo daquele.
            1) É semelhante na forma. Um oficiante, um candidato e o elemento no qual ocorre a imersão ou batismo.
            2) É distinto no propósito. O batismo de João era dramatização do arrependimento do pecador. O batismo com o Espírito é poder para testemunhar, servir na causa do Mestre. O batismo com o Espírito é imersão num relacionamento com uma pessoa divina, e não em um fluido ou influência.
            3) É distinto pela natureza das pessoas envolvidas. João Batista, o candidato arrependido e a água, no caso do primeiro. Jesus, o crente e o Espírito Santo, no caso do segundo.
2) Um enchimento (At 2.4)
            a) Foi um derramamento (Jl 2.28-32)
            b) Foi um cair sobre (At 8.16; 10.44; 11.15)
            c) Foi um derramamento do dom (At 10.45)
            d) Foi uma vinda sobre (At 19.6)
3) Um dom (At 2.38; 10.45)
            a) Foi um recebimento de uma dádiva (Jl 2.38)
4) Um poder ou virtude (At 1.8)
Aplicação: É um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espirito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc 24.49; At 1.8; 10.46.1 Co 14.15,26) (GILBERTO, 191, 2008).

II – QUANDO OCORRE O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO E QUAL É A SUA EVIDÊNCIA?

            Segundo HORTON (1996), existem quatro possíveis posições quanto à distinção e as línguas como evidência.
1) Há os que pensam ser o batismo no Espírito Santo parte da experiência da conversão, sem qualquer evidência inicial, como o falar em outras línguas.
2) Há os que admitem o batismo no Espírito Santo como parte da experiência da conversão, sempre acompanhado pela evidência especial do falar em outras línguas.
3) Há os que acreditam que o batismo no Espírito Santo usualmente vem após a regeneração, mas a experiência nem sempre é acompanhada pelo falar em outras línguas.
4) Há os que defendem o batismo no Espírito Santo como uma experiência geralmente ocorrida após a regeneração e sempre acompanhada pela evidência especial do falar em outras línguas.
            Com base no livro de Atos, podemos destacar alguns aspectos esclarecedores quanto a essa questão. Podemos afirmar que o Batismo no Espírito Santo

1) É uma experiência subsequente a regeneração. A subsequência enfatiza o segmento posterior no tempo ou na ordem.
2) É uma experiência separada da regeneração. A separabilidade refere-se à dessemelhança quanto à natureza ou identidade.
3) É uma experiência distinta da regeneração, e portanto, da habitação do Espírito Santo. A qualidade distintiva mostra as diferenças de caráter ou propósito, ou de ambos.

III – QUAL O PRÓPOSITO DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

1) O propósito principal deste batismo é expresso nas palavras de Jesus: "Vós sereis minhas testemunhas" (At 1.8). O batismo no Espírito Santo habilita os crentes a testemunharem efetivamente de Cristo, inclusive nas circunstâncias mais difíceis e perigo­sas (At 4.31; At 4.33).

IV – OS RESULTADOS DO BATISMO COM O ESPIRITO.
Os resultados e efeitos desse glorioso batismo em nossa vida são muitos. Citaremos apenas alguns, haja vista as limitações de espaço desta obra.
1) Edificação espiritual pessoal, mediante o cultivo das línguas estranhas (I Co 14.4,15). Edificar, como está na Bíblia, não e exatamente o mesmo que construir. Paulo foi tão grandemente edificado na sua vida crista em geral e como obreiro, pelo muito que o Espirito operou nele mediante as línguas (I Co 14.18). Línguas não faladas em público, mas consigo e com Deus.
2) Maior dinamismo espiritual, mais disposição e maior coragem na vida crista para testemunhar de Cristo e proclamar o evangelho; para efetuar o trabalho do Senhor. Compare, nesse sentido, os discípulos de Jesus, antes e depois do batismo com o Espirito Santo, como foi o caso de Pedro — compare Marcos 14.66-72 com Atos 4.6-20.
3) Um maior desejo e resolução para orar e para interceder (At 2.42; 3.1; 4.24-31; 6.4; 10.9; Rm 8.26).
4) Uma maior glorificação do nome do Senhor “em espirito e em verdade” (Jo 4.24), nos atos e na vida do crente (Jo 16.13,14).
5) Uma maior consciência de que Deus e o nosso Pai celeste, e que nós somos seus filhos (Rm 8.15,16; G1 4.6).

6) O batismo é também um meio para a outorga por Deus, dos dons espirituais — “falavam línguas e profetizavam” (At 19.6).

COMO ERAM AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO?

O Evangelho de João relata uma passagem da vida de Jesus que leva algumas pessoas a entender que o Espírito Santo não agia entre o povo d...