sábado, 29 de março de 2014

CRISTO, O SALVADOR DO MUNDO


" E nós temos visto, e testificamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo " - 1 João 4:14.
O tema do testemunho apostólico é infinitamente importante e interessante. É a salvação do mundo pela vinda e mediação de Jesus Cristo - uma conquista considerada pelos poderes angelicais como investido de interesse sublime e eterno. Na encarnação, eles tiveram a honra de anunciar o seu nascimento, com a maior avidez que o serviam em cenas posteriores - no jardim - na cruz - no túmulo, e formou sua escolta para a glória. Ef. 3: 10; 1 Ped. 1:12. - Se os anjos, que não necessitam da salvação, são, portanto, interessados ​​no assunto, o homem rebelde certamente devemos saudá-la com arrebatamento.
I. O OBJETO DA SALVAÇÃO: "O mundo "
1. O mundo é degenerado e caído. O homem foi criado puro e feliz, mas o pecado tornou-o sujo e miserável.
2. O mundo é culpado. Os homens não são objeto de apenas algumas fragilidades e imperfeições, como o orgulho e a hipocrisia, mas são considerados como conspiradores e rebeldes contra Deus. Há um princípio de hostilidade enraizada contra Deus, os homens, por natureza, são os seus inimigos, e eles o mostram de todas as maneiras que podem. Rom. 8:7.
3. O mundo está condenado e amaldiçoado. Gal. 3:10, 22. E oh, o que está implícito nessa maldição! Não a morte do corpo, não apenas aflições temporais - mas perdição sem fim.
4. O mundo é impotente. A partir dessa maldição nenhuma pessoa pode ser salva pelo expediente humano, dispositivo ou esforço. A lei não pode fazer nada para o pecador, tudo é medo e escuridão.
II. QUE CRISTO É O AGENTE DIVINAMENTE DESIGNADO PARA SALVAR O MUNDO. "O Pai enviou o seu Filho".
Cristo está relacionado com o Pai da maneira mais cativante. Ele é o Filho de Deus, o seu próprio Filho, seu único Filho. João 1:14; Heb. 1:3.
A pessoa que enviou foi o ser mais elevado no universo. Superior a Moisés, aos profetas, e todos outros mensageiros de Deus. Superior aos anjos. Hb 1:1-4; 3: 3; Fp 2: 5-9.
O Pai enviou seu Filho para encarnar-se - para aliar-se à nossa natureza - para sofrer e morrer. Ele não poderia ter derramado sangue expiatório, sem se tornar um de nós, Hb 2 :14-18.
Por isso, ele foi a única pessoa qualificada para salvar o homem caído. "O Pai o enviou". Suas credenciais eram divinas.
III. O PROJETO DA SUA DELEGAÇÃO. “Para ser o Salvador do mundo. "
Objeto Sublime e benevolente! João 3:16. Como é diferente da do guerreiro, que sai para invadir, destruir, para derramar sangue, para conquistar!
1 . Ele enviou o seu Filho como um profeta. Que escuridão ele dispersa - que luz ele derrama! Nunca as verdades divinas pareceram tão lúcidas antes. Que revelação da imortalidade!
2 . Ele enviou o seu Filho como um exemplo. Em sua vida e conduta, ele encarna a lei. Nunca antes tinha havido um exemplo tão perfeito e encantador. Sua perfeição de caráter era essencial para seu ofício como o grande sumo sacerdote da nossa salvação, Hb 7:26, bem como para servir de modelo para a imitação dos seus seguidores. 1 Ped. 2 : 21.
3 . Ele enviou-o como o bode expiatório. Para suportar a pena devido à transgressão. É especialmente por isso que ele aparece como o 24-26; 5: 6-8. Seu sacrifício foi perfeito - foi aceito - que era livre - magnífico, e infinitamente benevolente.
4 . Ele enviou-o como um rei conquistador. Ele venceu a Satanás - o pecado - e a sepultura. Ele conquista, por sua palavra e Espírito, os corações rebeldes dos pecadores, e os torna seus amigos. Ele vai conquistar este mundo e salvá-lo. O deserto ainda florescerá como a rosa. Esta terra está destinada a ser o teatro onde ele deve exibir a sua glória.
IV. A EVIDÊNCIA DA SUA DELEGAÇÃO PARA EFETUAR A SALVAÇÃO DO MUNDO. "Nós vimos".
Jesus Cristo não era um impostor. O cristianismo não é uma fraude. Uma pessoa tão eminentemente boa, benevolente e desinteressada como Cristo foi, não poderia ter sido um impostor, e o cristianismo não pode ser uma fraude, já que sua tendência é não só abençoar, mas expor toda a hipocrisia e egoísmo.
Os Apóstolos, de coração e sem escrúpulos testemunharam de Cristo, porque eles tinham "visto" e “ouvido”. Veja 1 João 1: 1-3.
1 . Eles viram que o seu Messias, em seu ensino e vários atos, correspondeu com as profecias do Antigo Testamento.
2 . Eles ouviram a aprovação dele por Jeová desde a mais excelente glória. Veja 2 Pe 1:16-21.
3 . Eles viram seus milagres, ouviram seus ensinamentos, e viram os efeitos maravilhosos de ambos sobre a população.
4. Eles foram testemunhas de seu caráter pessoal, e observaram seu espírito devocional, não só na sua sociedade, mas na sua vida privada. Um ser tão devocional não poderia ter sido um enganador.
5. Ao dar o seu testemunho, eles foram tão plenamente convencidos da divindade de sua missão que eles estavam dispostos a sacrificar a facilidade, o interesse e a própria vida, e eles realmente sofreram o martírio por seu testemunho.

Finalmente. A continuidade do cristianismo até o presente momento prova sua divindade. Nenhuma força foi capaz de deter o seu progresso.

Débora, uma mulher notável


Texto: Jz 4.4
Notável! Não existe outra palavra para descrever a vida e o ministério de Débora, uma mulher verdadeiramente extraordinária e fora de série, que amava a Deus. Nos próximos dias, vamos tecer comentários sobre as inúmeras e encantadoras qualidades de Débora. Vários motivos fizeram com que se destacasse de maneira tão especial:
1.  Ser uma mulher notável: O livro de Juízes apresenta Débora como profetisa, esposa e juíza. Sabemos também que Débora partiu para a guerra com o exército israelita, entoou um cântico ao Senhor (5.1) e foi chamada “mãe em Israel” (5.7). A Bíblia não descreve nenhuma outra mulher com tais títulos.
2. Ter um chamado notável: Débora é referida como “profetisa”. Poucas mulheres da Bíblia foram chamadas para uma posição tão honrosa.
3.  Ser uma esposa notável: Apesar de ter sido chamada por Deus para ocupar funções inusitadas junto a seu povo, Débora também é descrita como “mulher de Lapidote”. O treinamento de Débora para a liderança foi feito no lar em que ela trabalhava como esposa.
4.  Ser uma líder notável: Além de trabalhar em seu lar, Débora também foi um dos juízes designados por Deus para julgar seu povo. Sua liderança estendeu-se além de seu local de julgamento - “a palmeira de Débora”. Ela seguiu para o campo de batalha onde esteve lado a lado com Baraque, o comandante do exército.
5.  Ter uma fé notável: Apesar da hesitação de muitas pessoas, inclusive do guerreiro Baraque, a fé da juíza Débora nunca vacilou. Tinha certeza da vitória de Deus sobre os inimigos, mesmo quando as probabilidades eram quase todas contra Israel.
6.  Ser uma poetisa notável: Inspirada por Deus e com o coração agradecido, Débora cantou! Ela elevou seu espírito e seu cântico aos céus, oferecendo um tributo musical a Deus por sua grande vitória (Juizes 5).

Notável! Você também deseja que essa palavra esplêndida descreva sua vida? Embora a situação seja diferente, seu compromisso com Deus e as atitudes de seu coração podem ser iguais aos de Débora. Como? Seja diligente. Seja devotada. Seja dedicada. Seja solícita. Seja competente. E deixe o restante por conta de Deus!

Escondi a tua palavra no meu coração


Texto: Sl 119.11
Ideia Exegética: A palavra de Deus nos livra da desobediência apontando um caminho de submissão à vontade de Deus.
Idéia Homilética: A Palavra de Deus deve ser memorizada para manter a vida do crente submissa à vontade de Deus.
Propósito: Meu propósito com este sermão é mostrar a relevância de memorizar as Escrituras e entendê-la, para que a nossa vida siga submissa à vontade de Deus.
Introdução
A Palavra de Deus é a revelação de Sua pessoa e vontade. É dever do homem valorizá-la e preservá-la em segurança. Se estiver apenas em nossas prateleiras ou nas nossas cabeças, pode ser roubada ou esquecida, mas se ela estiver em nossos corações, apreciada por nossos afetos e guardada por nossa vontade, incorporada em nossa vida espiritual, estará segura contra perda ou decadência. Mas, uma vez no coração não só é mantida pelo coração, mas mantém o coração. A fortaleza mantém o celeiro, mas o celeiro mantém aqueles que estão dentro das muralhas. O que devemos fazer com a Palavra de Deus?
I. O que é feito? '' Tua Palavra Guardo no meu coração", o que implica -
1. Entendê-la. Os pensamentos passam para o coração através da mente (Pv 2.10). Não é necessário compreende-la completamente. A água nem sempre enche o canal através do qual flui. É suficiente que se encha o vaso no qual ela flui. Muitos mistérios confundem o intelecto, mas o coração é o órgão adequado para a sua compreensão.
2. Crer nela. Até que a incredulidade seja destruída, a palavra apela para entrar no coração em vão. Quando, no entanto, é bem-vinda pela mão da fé, ela entra e habita ali. Ela não aproveitou aos antigos judeus, porque não estava misturada com a fé.
3. Ama-la. O coração é a sede dos afetos, e onde não há amor a Palavra não pode entrar. ''Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos".
4. Apropria-la. Pode haver compreensão da fé e até mesmo amor a ela, e ainda assim não tê-la guardada no coração. Estes são apenas meios para um fim. A sua recepção na nossa vida, para que possa tornar-se uma lei para nós mesmos, caminhando como Bíblias ou epístolas vivas. Como podemos guardá-la no coração?
II. Como ele é feito.
1. Ao lê-la continuamente, constantemente, e de forma sistemática.
2. Ao pesquisar sobre ela: como o mineiro faz com os tesouros escondidos, como o trabalhador faz com os melhores materiais e as melhores ferramentas. Trabalho superficial irá produzir apenas resultados superficiais.
3. Ao meditar sobre ela. Se nós simplesmente lê-la, vamos esquecer. Se nós simplesmente pesquisarmos, podemos tratar os que encontramos como assuntos de interesse ou curiosidade. Mas se meditarmos, sobre o que temos encontrado em nossa busca se tornará semente em nossos corações, que dará o seu fruto para a glória de Deus. Quais as vantagens de se fazer isso?
III. As vantagens de fazê-lo. No coração a Palavra de Deus está
1. Segura. (1) Longe das flutuações da memória, tornou-se parte de nós mesmos, e é tão imutável como a nossa identidade. (2) Dos ataques da incredulidade. Passou para fora da região de crença especulativa e hipotética para a região dos fatos. (3) Das privações da aflição. Podemos não ser capazes de ouvir a Palavra de Deus, ou mesmo de lê-la, mas se ela está armazenada no coração podemos dispensar, se pela necessidade, os meios externos. (4) Da violência do perseguidor. Foxe fala de um rapaz que, quando os perseguidores tiraram a Bíblia dele, disse: "Graças a Deus, vocês não podem tirar os capítulos que ele escreveu no meu coração".
2. Pronta para qualquer emergência. O mais poderoso remédio e as bênçãos mais valiosas não valem nada se não fechar a mão, quando necessário. "Todo escriba que se fez discípulo do reino dos céus tira do seu tesouro coisas novas e velhas". Ele está pronto (1) Para confortar no perigo. (2) Para fornecer argumentos contra a incredulidade. (3) Para fornecer os fundamentos da oração. Nossas orações são eficazes na proporção em que a palavra de Cristo habita em nós ricamente. (4) Para tornar a relação espiritual mais doce e edificante, Cl. 3.6. (5) Para dar instrução, encorajamento, santidade e diligência nas preocupações da vida diária. Com que propósito devemos fazê-lo?
IV. O grande propósito de fazê-lo. "Para eu não pecar contra ti."
A Palavra de Deus escondida no coração está a salvo de ataque, mas pronta para atacar. Ela irá:
1. Expelir o pecado. O coração "tem horror ao vácuo". Ele vai ser preenchido com algo. Se não for com a Palavra de Deus, será com o pecado. Mas ambos não podem viver lá. Os princípios divinos, no entanto, vão extirpar o pecado.
2. Preservar de cair em pecado. "A lei do Senhor está em seu coração, os seus passos não vacilarão".

3. Capacitar-nos a vencer o pecado. Nesta grande guerra todas as outras armas falharão, mas não a espada do Espírito (Ef 6.8; 1 João 1.14).

O convite do cristão


Ref. Num 10: 29.
Introdução
A religião da Bíblia é a transcrição perfeita da Mente Divina, sendo santa, justa e boa. Ele é santo, em sua natureza e bom em sua influência. Fazer o bem é o verdadeiro prazer e a mais alta dignidade do que a mente humana é capaz. A esfera da bondade é extremamente extensa. Há multidões de objetos sobre os quais podemos ser úteis. Os pobres, os órfãos, viúvas, os doentes, são todos os objetos de compaixão cristã. Enquanto estes não devem ser esquecidos, há outros cuja pobreza e miséria é de uma descrição mental e moral, cujos pedidos são de primeira importância. Para alimentar a mente dos famintos, para instruir os que estão nas trevas espirituais, para ganhar almas para Deus, é a mais alta sabedoria e a verdadeira bondade. O texto apresenta à vista um modo em que devemos tentar efetuar este grande objetivo, convidando aqueles ao nosso redor para nos acompanhar até a Sião celestial. Vejamos,
I. O povo de Deus está viajando para a Canaã celestial
"Estamos caminhando para o lugar". Duas coisas merecem atenção, A viagem e o lugar para onde eles estão viajando.
1. A viagem.
(1) A viagem começa no dia da conversão. É então que o caminho do pecado e da miséria é abandonado, que a mente é transformada, as coisas velhas se tornam passado, e tudo se faz novo; todo o estado completamente invertido.
(2) Esta viagem é o desenvolvimento da alma no conhecimento e no amor de Deus, pela mortificante da carne, e a crucificação contínua do velho homem com os seus feitos, pela diligência na vocação espiritual, seguindo os passos do grande exemplo, e crescendo diariamente no espírito e na mente de Cristo. Esta viagem só pode ser continuada por abnegação, trabalho e perseverança nas coisas de Deus.
(3) Esta viagem termina com a morte. Este é o fim da corrida, a fim de concluir o dia da guerra. "Sê fiel até à morte, e Eu te darei a coroa da vida"; Ap 2: 10. É na morte que aqueles que estão no Senhor descansam de seus trabalhos. Vejamos agora,
2. O lugar para o qual caminhamos.
Esta é a Canaã celeste, que é,
(1) Uma terra de descanso. Então era Canaã no tempo dos israelitas. No deserto eles tinham labuta e fadiga, e a seca, e inimigos, mas em Canaã possuíam o descanso prometido. Nesta vida o crente tem um descanso, pois "nós que cremos entramos no descanso." Este é um descanso da labuta do pecado, da escravidão do diabo, dos medos e apreensões angustiantes da ira divina. Mas o tempo presente não é perfeito, mas é muitas vezes interrompido e perturbado, mas resta um descanso completo, livre e eterno, para o povo de Deus. Para este descanso final eles estão caminhando, e em Canaã esse descanso glorioso deve ser apreciado.
(2) uma terra de riquezas e prosperidade. "Para o Senhor teu Deus te traz em uma boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes e profundidades que brotam nos vales e das montanhas; uma terra de trigo e cevada, e videiras, e romãs, uma terra de óleo, azeitonas e mel, uma terra em que comerás o pão sem escassez". Dt 8: 7; 6: 10. Este é apenas um emblema fraco da Canaã celestial. Não é a árvore da vida sempre tendo o seu fruto imortal. Não é o rio da vida, claro como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro, plenitude de alegrias e prazeres para sempre. Ap 21: 10, 22 :1-7.
(3) Uma terra preparada e prometida ao Israel espiritual de Deus. A ex-Canaã foi preparada e conferida à posteridade crente de Abraão. Assim, todos os que possuem a fé de Abraão, e são, portanto, a sua semente espiritual, herdarão a Canaã celestial. "Não temas, pequeno rebanho", Lc 12: 32; 1 Pe 1 :2-3; Tg 1: 12; Ap 21: 27.
II. Povo de Deus sente que é seu dever convidar outras pessoas para viajar com eles para a Terra Prometida.
Daí eles dizem: "Vem tu conosco". Isso implica,
1. Que há muitos que não estão no caminho para esta boa terra.
Isso é óbvio, tanto a partir das Escrituras como da observação. "O mundo jaz no maligno". "Larga é a porta e espaçoso é o caminho". Muitas nações, muitos de nosso próprio país, muitos em nossos próprios bairros, muitos de nossos parentes e amigos. Implica,
2. Que há espaço e liberdade para mais pessoas no caminho para o céu.
Diz-se que o caminho é estreito, que a porta é estreita mas ao mesmo tempo larga o suficiente para o mundo inteiro. Sim, depois de todos os que já partiram para Sião ainda há espaço para mais. O Espírito e a noiva dizem: Vem, e todos que ouvem e tomar da água da vida. E o Salvador diz: "Aquele que vem a mim, de modo algum lançarei fora." Veja também Isa 1: 18; Is 55: 1; Ez 33: 11; Rom 10: 13. Implica,
3. Que o povo de Deus está ansioso que outros se juntem a eles em seu caminho para o céu.
No comércio homens são invejosos, e tentam monopolizar. O crente não quer ir para o céu sozinho, ele sabe que, partindo o pão da vida para os outros, que é multiplicada em suas mãos, e quanto mais ele dá, mais resta para ele mesmo. Em molhar ele é regado, em abençoar ele é abençoado, e, "Quanto mais chega com boa vontade livre, Faz o banquete ainda mais doce".
Ele aprendeu o valor das almas, a grandeza do evangelho da salvação e, portanto, ele deseja que essas almas devem desfrutar desta salvação, e ser entregues a partir da ira vindoura.
4. O povo de Deus usa sua influência para prevalecer com aqueles à sua volta para acompanhá-los para o céu.
Eles convidá-los, dizendo: Vem com a gente! Eles praticamente convidá-los, por amabilidade de disposição, a doçura da justiça temperamento de vida, e assim desviá-los pelas excelências que manifestam, e obrigá-los a glorificar nosso Pai que está nos céus.
Observe-se,
III. O povo de Deus tem boas razões para convidar aqueles ao seu redor ir com eles para a boa terra.
As razões no texto são duas: "Vamos fazer bem", e, "O Senhor falou bem acerca de Israel." A primeira é uma razão humana e, portanto, limitada.  A segunda é uma razão divina, e ilimitada.
1. Há a promessa de ajuda benevolente.
"Nós vamos fazer bem." Todo ser humano pode fazer muito bem ou muito mal aos outros. O cristão pode fazer muito bem ao pecador por suas instruções, mostrando-lhe o caminho de Deus mais perfeitamente, por seus encorajamentos bondosos; pelo seu exemplo atraente, e por sua influência espiritual e orar para que Deus lhe conceda as bênçãos de sua ajuda eficiente e graça. Jacó fez bem para Labão - Abraão para Abimeleque - Moisés aos israelitas.
2. Existe a boa declaração de Deus a respeito de Israel.
"O Senhor tem falado bem." O que não disse? Não foi ele quem deu as promessas mais preciosas e as garantias mais graciosas? Ele não é o sol e escudo do seu povo? Ele disse que vai orientar, apoiar, proteger e manter a vida eterna: que ele vai dar paz e alegria, e, finalmente, conferir aos seus santos "uma coroa de glória que não se murcha". E o que ele falou deve certamente acontecer, nem uma palavra deve falhar de todo o bem que o Senhor tem falado.
Aplicação
Aprendemos,
1. O estado atual do povo de Deus: uma jornada. Eles agora são peregrinos e estrangeiros sobre a terra: este é o momento de sua labuta e sofrimento.
2. A felicidade do povo de Deus. Filhos de Deus, herdeiros da vida eterna, expectadores da glória que há de ser revelada.

3. A verdadeira sabedoria dos que estão fora. Para acompanhar o povo de Deus na sua peregrinação celestial. Aqueles que andam com os sábios serão sábios e com os crentes serão salvos. Pecadores, adiando para se juntar aos viajantes de Sião. “Nós vamos com você, pois percebemos que Deus está com você" responde aos seus convites benevolentes.

O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA DEVE SER BUSCADO PRIMEIRO

Texto: Mt 6. 33.

Introdução

Em vista dos versículos 31 e 32, esse versículo deixa claro que os discípulos de Jesus não tem simplesmente de se abster de buscar as coisas temporais como seu primeiro objetivo a fim de se diferençarem dos pagãos. Ao contrário, eles tem de substituir essa busca por objetivos muito mais relevantes. Vamos analisar o texto a partir de duas divisões principais.

I. O curso da vida que nos é ordenado - "Mas, buscai primeiro o reino de Deus".

1) O que é o Reino de Deus

Entre os teólogos cristãos existem conceitos divergentes mas não incompatíveis quanto ao que é concretamente o Reino de Deus, que podemos sintetizar em dois pontos:
a) Um governo real e/ou universal de Deus estabelecido no Céu e também na Terra completamente renovada no fim dos tempos, no dia do Juízo final e com existência eterna;
b) Uma condição interior de dimensão pessoal, de carácter espiritual, moral, mental e psíquico/psicológico, existente em todos aqueles que estão na graça de Deus e que seguem verdadeiramente a vontade de Deus e os ensinamentos e exemplo de Jesus Cristo;
2) As dimensões temporais do Reino de Deus
Jesus falou do Reino de três maneiras diferentes.
a) Falou do Reino que existia no passado (Luc. 13:28; Mat. 8:11). É evidente, a partir desta informação, que o Reino existia em uma época muito remota do passado.
b) Também disse que o Reino era uma realidade presente. "o reino de Deus está", disse, "dentro de vós" (ou possivelmente seja "no meio de vós") (Lucas 17:21). O Reino de Deus, portanto, é uma realidade presente, aqui e agora.
c) Mas também disse que o Reino se daria no futuro, porque ensinou a seus discípulos a orar pedindo que viesse o Reino (Mt 6.9).
3) O que significa buscar o reino de Deus?
Buscar primeiro o reino é
a) Desejar acima de tudo entrar nele – Jo 3.1-11;
b) Submeter-se a ele - Mt 6.9;
c) Participar da tarefa de anunciar as boas-novas do reino salvador de Deus, o reinado messiânico já inaugurado por Jesus - Mc 1:14,15; Lc 8:1; At 8:12. E,
d) Viver de forma a acumular tesouros no céu com vistas na consumação do reino.

II. A promessa anexa à observância da injunção, - "E todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Aqui você vê,
1. A promessa aos que procuram o Reino. Lc 12. 32. Mas,
2. Além do reino, ele adiciona "todas estas coisas." Que coisas? Todas aquelas coisas que são necessárias para o suporte e cobertura do corpo. Mt. 6. 25, 31.

Conclusão
Jesus está dizendo que todos os homens buscam alguma coisa, pela qual viver; alguma coisa sobre a qual colocar o coração e a mente. Jesus mostra aos seus discípulos que eles devem buscar o Reino de Deus e não as coisas materiais como objetivo maior da vida. Caro ouvinte, o que você está buscando em primeiro lugar na sua vida?

PROCURANDO UM HOMEM, OU, O IDEAL DIVINO DE HOMEM


Dai para frente e para trás através das ruas de Jerusalém, e vede agora, e sabe, e busca em suas praças a ver se podeis achar um homem, se há alguém que faz justiça, que busque a verdade, e eu lhe perdoarei. Jeremias 5.1.

Introdução

A palavra hebraica aqui eesh traduzida por homem, é, segundo o Dr. Lee, "um homem da maior e melhor sorte", o que nos autoriza a fazer o que o próprio texto sugere - enfatizar a palavra homem. A família humana é muito grande e sempre se multiplicando, mas verdadeiros homens sempre foram raros. O profeta agora, quando a maré negra da depravação em Jerusalém estava em alta, foi orientado a fazer uma pesquisa rápida e sincera entre a população acerca de um homem, um verdadeiro homem. A passagem sugere três pensamentos sobre um homem:
I. A ideia divina do homem. 
Esta é dada em linguagem própria de Deus no texto. Um homem neste sentido, é alguém que "faz justiça, que busque a verdade”. Esta linguagem compreende todas virtudes, a excelência completa da personalidade. Trata-se de
(1) Um esforço sério para obedecer a vontade divina a medida em que é apreendida, e
(2) Um esforço sério para um maior conhecimento da vontade divina. Nessas duas coisas - recebendo novas ideias, a cada momento, da vontade divina, e traduzindo-as para a vida prática, como elas ocorrem - a perfeição moral de uma criatura consiste. Esta é a ideia divina de um homem, que envolve a ação harmoniosa do intelecto, do coração, e todos os poderes ativos. Quão diferente é o ideal divino de um homem prevalecente popularmente. Compare-o (1) Com o ideal do fisiculturista, que é a força; (2) com o ideal do secular, que é a riqueza, (3) com o ideal do intelectual, que é o conhecimento, (4) com o ideal do fútil, que é se mostrar. Em relação ao último, a juventude moderna do nosso país é uma ilustração dolorosa. Ela concebe que o cigarro, a bebida, as joias, o traje tem algo a ver em fazer um homem. Loucos! Não é a estrutura física, a força muscular, as realizações intelectuais, a opulência secular, nem o vestido esplêndido, que constituem um homem. A ideia divina do homem tem somente uma realização perfeita na terra, desde a queda, que é a vida de Cristo.
II. A raridade lamentável de um homem.
O profeta foi ordenado "a correr para lá e para cá pelas ruas de Jerusalém, e procurar pelas praças", a fim de encontrar um homem. A cidade neste momento não havia sido devastada pela guerra, nem tinha os seus habitantes, tanto quanto sabemos, sido abalados por qualquer circunstância ou catástrofe; suas ruas ressoavam com o piso de uma numerosa população, suas grandes praças estavam repletas daqueles que compravam e vendiam, mas em meio a essa multidão densa, encontrar um homem era um difícil trabalho. Um homem entre uma população repleta de animais humanos era um objeto raro! Este triste estado de coisas pode ser considerado em dois aspectos:
Em primeiro lugar, como uma triste revelação da condição moral de Jerusalém, nos dias do profeta. Parece que a reforma religiosa provocada por Josias tinha gasto todos os seus resultados benéficos, e que a idolatria e a corrupção geral se instalou e estava aumentando. Tal corrupção entre pessoas que tiveram esses privilégios religiosos, e no próprio cenário do Templo, mostra a maravilhosa paciência de Deus e a terrível perversidade do coração humano! Este triste estado de coisas também pode ser considerado,
Em segundo lugar, como o que representa também a verdade da condição de nossa própria época. A grande procura de um verdadeiro profeta agora em nosso país seria considerada pelos os homens - uma pesquisa não no espírito cínica de Diógenes, mas no espírito de amor de um profeta chorão. Onde, entre os milhões em suas vilas e cidades populosas você encontra, a qualquer medida, a ideia divina do homem atualizada? "Em verdade somos um povo caído. Animais mimados, larvas sórdidas, pedantes literários, pretendentes ocos, borboletas pintadas.
III. O valor social de um homem. "E eu vou perdoá-lo."
Por causa de um homem, Deus promete perdoar Jerusalém. O valor de um homem para a sociedade, é em toda a parte representado na Bíblia.
Em primeiro lugar. Um homem é uma condição em que Deus favorece a sociedade. Sodoma e Gomorra teriam sido poupadas se houvesse apenas dez justos. Pelo amor de Jó, o céu perdoou seus três amigos errantes. Jo 42.7. O princípio recebe a sua ilustração completa na mediação de Cristo.
Em segundo lugar. Um homem é um agente pelo qual Deus melhora a condição da sociedade. Sua lei é abençoar o homem pelo homem. Ele educa, emancipa, purifica, salva o homem pelo homem. Ele fez Moisés, o libertador de Israel, Elias "os carros de fogo e os cavalos" para seu país, Paulo o mensageiro de seu Evangelho aos pagãos, Lutero o libertador de sua religião. O verdadeiro homem é o único verdadeiro patriota, filantropo, pregador, pai. Não vos enganeis! Não é a proeza de suas frotas e de seus exércitos, não o gênio e a sabedoria de seus estadistas, e não o comércio de seus comerciantes, não as descobertas de seus sábios, não a incrível habilidade de seus artistas e engenheiros, nem mesmo a indústria de sua população, o que confere os maiores benefícios em seu país e sua raça, são as virtudes morais, as atividades de justiça, o espírito celeste, as devoções reverentes de um homem.
Conclusão

Irmão, aprenda com isso apreciar o objeto sublime da missão de Cristo para a nossa terra, porque ele veio ao mundo para remodelar os homens ao ideal divino. Foi para fazer verdadeiros homens. Foi para dar a criatura humana um "coração novo", um "espírito novo" para regenerar o caráter e transformar o homem segundo a imagem daquele que o criou. Numa palavra, para atualizar na casa dos milhões o ideal divino do homem. Trabalho abençoado! Ninguém, mas Cristo poderia realizá-lo. Ele o fez, e está fazendo isso. A indústria pode tornar o homem um milionário, a educação um soldado, um artista, um estadista, um sábio, mas só  Cristo pode fazer dele um homem.

UM LAR CENTRALIZADO EM CRISTO


Introdução
- É possível ter um lar centralizado em Cristo no mundo atual de problemas e pecado?
- Qual a aparência de um verdadeiro lar cristão? Será um lugar idílico onde reinam, continuamente, a paz e o silêncio, a tranquilidade e a alegria?
- O primeiro e mais importante fato a recordar sobre um verdadeiro lar cristão é que ali vivem pecadores.
- A idéia de que um lar cristão é um lugar perfeito ou quase perfeito decididamente não é bíblica. No lar, os pais, os filhos fracassam e muitas vezes fracassam lamentavel­mente.
- Talvez você esteja imaginando se há alguma dife­rença entre essa descrição e a da casa ao lado, onde ninguém professa ter fé em Jesus Cristo. Você pode estar pensando: Por que ele descreveu um verdadeiro lar cristão nesses termos?
- Um verdadeiro lar cristão é um lugar onde vivem pecadores; mas é, também, um lugar onde as pessoas admitem esse fato e compreendem o problema, sabem qual a sua solução e, como resultado, crescem na graça. Vamos examinar em maiores detalhes as três diferenças significativas que tornam a situação comple­tamente diferente.
1. Os crentes admitem seus pecados. Pelo fato de saberem que a Bíblia diz que nenhum crente jamais é perfeito durante esta vida (cf. 1 João 1.8-10), os crentes podem reconhecer esse fato e, a tempo, apren­der a antecipar e a se preparar para o pecado.
- Com a liberdade de admitir a verdade vem a possibilidade de arrependimento, e com o arrependi­mento eles podem esperar o perdão e a ajuda de Deus e um do outro.
- Os crentes podem, como resultado disso, escapar rapidamente a padrões pecaminosos de vida. Podem concentrar seu tempo e suas energias no esforço de substituir os padrões pecaminosos por padrões bí­blicos de vida.
- Ao invés de perder tempo minimizando ou negando o fato do pecado, os crentes podem se con­centrar em tratar do pecado. Tudo isso nos leva à segunda diferença.
2. Os crentes sabem o que fazer com seus pecados. Por terem a Bíblia como seu padrão de fé e prática, além de saberem por que ocorrem problemas em casa, os crentes também sabem o que fazer com eles. Assim, o verdadeiro lar cristão difere da casa do vizinho porque pode usar preceitos e exemplos bíblicos com sucesso, para tratar e resolver toda e qualquer ocorrência de pecado. A Bíblia não se limita a fornecer orientação sobre o que fazer quando um ou mais membros da família pecam; vai além disso e mostra o que fazer para ter certeza de que tal fracasso não se repetirá no futuro.
3. Os crentes abandonam seus pecados. Onde há vida espiritual, há também crescimento espiritual. Crente algum pode permanecer o mesmo ontem, hoje e amanhã. Uma pressuposição fundamental da fé cristã é que haverá progresso, partindo do pecado e indo em direção à jus­tiça. Onde houver estudo bíblico, oração, testemunho e a comunhão dos santos, o Espírito Santo de Deus estará operando para produzir o Seu fruto. Esse fruto é justiça.
Conclusão

O lar cristão, portanto, é um lugar onde pessoas pecaminosas enfrentam os problemas de um mundo pecaminoso. Porém, enfrentam-nos junto com Deus e Seus recursos, os quais estão todos centralizados em Cristo (cf. Colossenses 2.3). São pecadoras as pessoas que vivem no lar cristão, mas o Salvador sem pecado vive ali também. E é isso que faz a diferença.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A DOUTRINA DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Referência: At 2.1-13.
Introdução

Vamos estudar a controvertida doutrina do batismo no Espírito Santo. Visando apresentar o assunto de forma didática, optamos pelo método escolástico de perguntas e respostas. Então, afinal, o que o batismo no Espírito Santo?

I – O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

O Batismo com/no espírito Santo é indefinível. Todos os conceitos são limitantes, delimitadores, uma camisa de força. Conceituar é, de alguma forma, assassinar o objeto da conceituação, é domestica-lo. Portanto, tudo o que temos são pistas, pegadas, indícios, eventos. Nenhum conceito pode conter essa experiência, por isso, o melhor a fazer é seguir as pegadas, as palavras usadas pelos escritores sagrados, principalmente Lucas, para descrever (mos) o (s) acontecimento (s).

1) Um Batismo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 13.16; 24.49; Jo 1.33; At 1.5)

a) É chamado de um batismo para lembrar a profecia de João Batista (Mt 3.11).

b) É chamado de um batismo para compará-lo com o de João e, ao mesmo tempo, para distingui-lo daquele.

1) É semelhante na forma. Um oficiante, um candidato e o elemento no qual ocorre a imersão ou batismo.

2) É distinto no propósito. O batismo de João era dramatização do arrependimento do pecador. O batismo com o Espírito é poder para testemunhar, servir na causa do Mestre. O batismo com o Espírito é imersão num relacionamento com uma pessoa divina, e não em um fluido ou influência.

3) É distinto pela natureza das pessoas envolvidas. João Batista, o candidato arrependido e a água, no caso do primeiro. Jesus, o crente e o Espírito Santo, no caso do segundo.

2) Um enchimento (At 2.4)
a) Foi um derramamento (Jl 2.28-32)
b) Foi um recebimento de uma dádiva (Jl 2.38)
c) Foi um cair sobre (At 8.16; 10.44; 11.15)
d) Foi um derramamento do dom (At 10.45)
e) Foi uma vinda sobre (At 19.6)
3) Um dom (At 2.38; 10.45)
4) Um poder ou virtude (At 1.8)

II – QUANDO OCORRE O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

Segundo HORTON, existem quatro possíveis posições quanto à distinção e as línguas como evidência. 

1) Há os que pensam ser o batismo no Espírito Santo parte da experiência da conversão, sem qualquer evidência inicial, como o falar em outras línguas. 

2) Há os que admitem o batismo no Espírito Santo como parte da experiência da conversão, sempre acompanhado pela evidência especial do falar em outras línguas. 

3) Há os que acreditam que o batismo no Espírito Santo usualmente vem após a regeneração, mas a experiência nem sempre é acompanhada pelo falar em outras línguas. 

4) Há os que defendem o batismo no Espírito Santo como uma experiência geralmente ocorrida após a regeneração e sempre acompanhada pela evidência especial do falar em outras línguas. 

Com base no livro de Atos, podemos destacar alguns aspectos esclarecedores quanto a essa questão. Podemos afirmar que o Batismo no Espírito Santo 

1) É uma experiência subsequente a regeneração. A subsequência enfatiza o segmento posterior no tempo ou na ordem.

2) É uma experiência separada da regeneração. A separabilidade refere-se à dessemelhança quanto à natureza ou identidade.

3) É uma experiência distinta da regeneração, e portanto, da habitação do Espírito Santo. A qualidade distintiva mostra as diferenças de caráter ou propósito, ou de ambos.





terça-feira, 10 de dezembro de 2013



SALVAÇÃO: UMA CONQUISTA HUMANA OU DOM DE DEUS? - PARTE I
Ref. Fl 2.1-2.

INTRODUÇÃO

Uma das questões mais inquietantes no mundo cristão é de saber como podemos ser salvos. A salvação é uma obra humana? Divina? Humana e Divina? Segundo MATOS, desde o início têm existido duas tendências no cristianismo com respeito à salvação. De um lado, salienta-se a prioridade da graça divina e a salvação como resultado da iniciativa soberana e misericordiosa de Deus. Nessa perspectiva, a única participação do indivíduo é receber, por meio da fé, o que lhe é oferecido graciosamente por Deus. De outro lado, dá-se ênfase a um maior envolvimento do ser humano na experiência de salvação. Ao invés da aparente passividade da fé, acentua-se a prática de ações positivas ou “boas obras” como requisito igualmente importante para o recebimento da salvação. No Novo Testamento, a primeira abordagem é representada principalmente pelo apóstolo Paulo e a segunda, por Tiago[1]. O que o nosso texto tem a ver com isso? Tudo.

I – UMA APLICAÇÃO PENETRANTE

1) O PONTO DE CONTATO – “PORTANTO”.

a) O mal estar na igreja de Filipos causado por problemas

· Externos – os falsos mestres e a perseguição (Fl 1.27-30)
· Internos – a desunião promovida pelo egoísmo e pela vanglória (2.1-4)

b) A solução apresentada por Paulo: 

· “Mas por humildade” (2.3,4). Comentando esse texto, LOPES[2] o aborda a partir de duas perguntas: a) O que é humildade? Ser humilde envolve ter uma correta perspectiva sobre nós mesmos em relação a Deus (Rm 12.30, que por sua vez nos coloca numa correta perspectiva em relação ao próximo”. b) Como a humildade se manifesta? Em primeiro lugar, a humildade olha para o outro com honra. Em segundo lugar, a humildade busca o interesse do outro com solicitude.
· O exemplo de Cristo é o nosso maior estimulo à obediência e à humildade. É como se Paulo estivesse dizendo:
“Visto que Cristo Jesus, por meio de sua obediência irrestrita e voluntária, lhes deu um exemplo a seguir” (vs.5-8); e
“Visto que o prêmio que ele recebeu mostra que há grandes coisas em depósito para aqueles que seguem este exemplo” (vs. 9-11); e, finalmente,
“Visto que este Mediador divino-humano, sublimemente exaltado, outorga forças celestiais a todos os que confiam nele e anelam viver conforme ele deseja que vivam” (implícito nos vs. 9-11), portanto, etc. (HENDRIKSEN[3])

II – PASTOR SIM, INDISPENSÁVEL NÃO – “NÃO SÓ NA MINHA PRESENÇA...AUSÊNCIA”.

1) OVELHAS QUE SE PREOCUPAM COM O SEU PASTOR (2.25-30; 4.18).
2) OVELHAS DEPENDENTES DO SEU PASTOR.

a) Uma concepção errada do papel do pastor. 
b) Uma concepção errada da vida cristã. Não vamos conseguir sem Paulo.

3) O AMOR DO PASTOR PELAS OVELHAS

Revelado na
a) Maneira diplomática de lidar com os irmãos – “sempre obedecestes”;
b) Exortação à obediência perseverante na sua ausência – “muito mais agora na minha ausência”.
c) Encorajamento a depender inteiramente de Deus – “opera tanto o querer como o efetuar”.
d) Esclarecendo sobre a verdadeira origem da vida crista – “Deus”. Paulo diz que não devem achar que tudo está perdido porque ele não está lá. O que realmente importa é Deus, e Deus está lá; é Deus que está operando neles “tanto o querer como o efetuar”.

III – UMA APLICAÇÃO NECESSÁRIA

1) O exemplo de Cristo é o nosso maior estimulo à obediência e à humildade.
2) Os mestres e pregadores podem ser úteis e valiosos, porém não são essenciais.
3) Quantas vezes, em nossa ignorância e em nossa incapacidade de entender doutrina, nos tornamo-nos muito dependentes de pessoas, e com isso nos privamos de alguns dos mais grandiosos benefícios da vida cristã.

[1] Retirado do site: <www.mackenzie.br/10990.html> Acesso em 10 dez de 2013. 
[2] LOPES, Hernandes Dias. Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas. São Paulo: Hagnos, 2007. 
[3] HENDRIKSEN, William. Efésios e Filipenses: Comentário do Novo Testamento. São Paulo:Editora Cultura Cristã, 1992.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

INCREDULIDADE NO DESERTO

Autor: Rev. Arival Dias Casimiro
Texto Básico: Números 13.25-33 e 14.1-38
Deus não tirou o povo de Israel do cativeiro para matá-lo no deserto. O destino de Israel era a terra prometida, a terra que mana leite e mel. Havia um pacto, uma aliança de Deus com Israel que garantia a possessão da terra. E Deus não é mentiroso (Nm 23.19). O povo de Israel, porém, não acreditou em Deus. Foram tomados pela incredulidade e sucumbiram no deserto.
1. O QUE É A INCREDULIDADE
A Bíblia diz que o “justo viverá pela fé” (Rm1.17) e anda ou marcha por fé (2Co5.7). Sem fé é impossível agradar a Deus e ser abençoado por Ele (Rm 11.6).
Conclui-se, portanto, que a falta de fé ou a incredulidade mata, paralisa, desagrada e impede o recebimento de bênçãos.
Em Atos 7.51 lemos: Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Estas metáforas “dura cerviz”e “incircuncisos de coração” são usadas para significar incredulidade, rebeldia, teimosia e ausência de regeneração espiritual (Êx 32.9; 33.3,5; Dt 9.6; Jr 4.4).
O povo de Israel estava no limiar da terra prometida. Moisés narra: (Dt 1.19-26).
Observe que a incredulidade possui duas características fundamentais:
· Ela está enraizada no coração, na vontade ou no querer das pessoas: não quisestes subir. (Jo 5.40). Incredulidade = “dureza de coração” (Mc 16.14).
· Ela é uma rebeldia ou uma oposição consciente e deliberada à Palavra de Deus: fostes rebeldes à ordem do SENHOR, vosso Deus. (Sl 81.11).
Israel estava vivendo um momento decisivo. Estava diante de uma “terra boa”, presente de Deus, que seria possuída apenas pela fé. Moisés disse ao povo que o Senhor iria adiante deles e pelejaria por eles: (Dt 1.30-33). Observe a ênfase de Moisés: nem por isso crestes no Senhor. Mais adiante é o próprio Deus que faz o diagnóstico da incredulidade: Disse o SENHOR a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele? (Nm 14.11).
2. AS MANIFESTAÇÕES DA INCREDULIDADE
A incredulidade se manifesta de várias maneiras. Vejamos duas:
2.1. MEDO
Disse Moisés ao povo: Eis que o SENHOR, teu Deus, te colocou esta terra diante de ti. Sobe, possui-a, como te falou o SENHOR, Deus de teus pais: Não temas e não te assustes. (Dt 1.21). Não tenhas medo! Esta é a terra que dou a vocês. Tomem posse!
O povo, porém, teve medo. David Jeremiah comentando o texto de Deuteronômio 1, fala sobre as consequencias do medo: (1) O medo ignora o plano de Deus – Dt 1.19-21. (2) O medo distorce os propósitos de Deus - Dt 1.27-28. (3) O medo desestimula o povo de Deus – 2Tm 1.7. (4) O medo se recusa a crer nas promessas divinas – Dt 1.29-33 (5) O medo desobedece aos princípios de Deus – Dt 1.26.
Além destas, entendemos que o medo gera um sentimento de impotência ou incompetência diante do inimigo (Nm 13.30-31). Os dez espias tomados pelo medo olharam para a força do inimigo, ao invés de olhar para Deus.
2.2. INFÂMIA
A palavra: Deus disse que a terra era boa. Os espias constataram isto, mas, ao prestarem o relatório, os dez espias infamaram a terra: E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores (13.32). A palavra “infâmia” significa “dano ou abalo a boa fama” (Nm 14.36).
A incredulidade leva-nos a desvalorizar aquilo que realmente tem valor. Observe que os espias foram tomados por uma baixa auto-estima. Eles nutriam um complexo de inferioridade, que os levou a superestimar o valor dos moradores da terra em detrimento do valor de si mesmos: (Nm 13.32-33).
3. AS CONSEQUÊNCIAS DA INCREDULIDADE
A incredulidade quando disseminada produz consequências desatrosas. É mais fácil ser mensageiro da incredulidade do que profeta da fé. A incredulidade é contagiante.
3.1. A incredulidade contagia o povo ao desespero.
Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. (14.1). O povo foi tomado pelo desespero e pela angústia. Foi uma comoção coletiva gerada a partir de um discurso feito por dez pessoas. Só podemos entender tal comoção aceitando que a incredulidade já existia no coração deles.
3.2. A incredulidade contagia o povo a murmuração.
Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! E por que nos traz o SENHOR a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? (14.2-3). Observe que a murmuração foi geral. Todos os filhos de Israel se queixaram contra Moisés e Arão. O murmurador imagina que acharia prazer nas coisas que lhe foram negadas.
Por causa do descontentamento eles não viam o quanto Deus já tinha feito por eles e os grandes milagres que ainda aconteceriam – Hb 13.5. Eles esqueceram também do castigo de Deus contra os murmuradores (Nm 11.1).
3.3. A incredulidade contagia o povo à apostasia
E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito. (14.4).
Voltar para o Egito era retornar à vida antiga, a escravidão, abrindo mão da Aliança com o Senhor. Isto pode ser chamado de apostasia, um completo abandono da fé. Apostasia é rebelião contra Deus. Quando o cristão passa a dar ouvidos a "espíritos enganadores e a doutrinas de demônios", afasta-se das verdades bíblicas e comete apostasia (1 Tm 4.1).
É interessante observar que esta geração do êxodo tornou-se um exemplo de apostasia para os escritores do Novo Testamento (1Co 10.5; Hb 3.12-19).
A bíblia fala que nos últimos dias haverá um crescimento da apostasia (2 Ts 2.3).
3.4. A incredulidade contagia o povo a violência
Moisés, Arão, Josué e Calebe tentaram persuadir o povo a fé a obediência. A tentativa foi vã, pois o povo estava disposto a agredir os líderes: Apesar disso, toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do SENHOR apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel. (14.10).
O desejo do povo era apedrejar a Moises (cf Êx 17.4; At.7.58). Deus, porém, tomou a defesa dos fiéis e resolveu punir os incrédulos. Aquela geração morreria no deserto e os dez espias responsáveis pela difusão da incredulidade foram mortos: (Nm 14.34-37)
3.5. A incredulidade contagia o povo a querer prosperar sem Deus.
Mesmo após o julgamento de Deus, o povo manifestou a sua incredulidade, por intermédio de uma tentativa fútil de conquistar a terra de Canaã. Eles queriam conquistar sem a ajuda de Deus. Leia a narrativa bíblica: Porém Moisés respondeu: Por que transgredis o mandado do SENHOR? Pois isso não prosperará. Não subais, pois o SENHOR não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos.
Porque os amalequitas e os cananeus ali estão diante de vós, e caireis à espada; pois, uma vez que vos desviastes do SENHOR, o SENHOR não será convosco. Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cimo do monte, mas a arca da Aliança do SENHOR e Moisés não se apartaram do meio do arraial. Então, desceram os amalequitas e os cananeus que habitavam na montanha e os feriram, derrotando-os até Horma. (Nm 14.41-45).
A nossa lição termina com uma palavra positiva. Vale a pena ser crente! Deus recompensou a Josué e Calebe, os únicos daquela geração que possuíram a terra prometida. Mais tarde, Josué foi o escolhido de Deus para liderar o povo na conquista da terra prometida.


GENTE PRECISA DE GENTE

Texto: Ec 4.7-12

INTRODUÇÃO

Outro dia, lendo algumas mensagens no facebook, me deparei com algumas imagens de cachorros, das mais variadas raças, com muitos comentários e curtidas. Curioso, procurei saber quem postava aquelas imagens tão atrativas, habilmente editadas e selecionadas. Foi quando cheguei à comunidade “Prefiro bicho do que de gente”. Achei estranho o mote da comunidade, principalmente por se tratar de uma “comunidade”, e de ela estar construída em uma rede “social”. Nesse momento, lembrei-me do texto de Gênesis “não é bom que o homem esteja só”. Ironicamente, a comunidade revela uma carência essencial no homem pós-moderno: a necessidade de relacionamentos sólidos. O texto que temos diante nós, mostra-nos algumas questões fundamentais, as quais passamos a expor. inicialmente, perguntemos "quais as consequências de se viver isolado?"


I. AS CONSEQUÊNCIAS DO ISOLAMENTO SOCIAL


Para que uma pessoa se convença do valor da convivência social, do envolvimento com outros, é preciso que enxergue as consequências do isolamento social. Quais são as consequências do isolamento social?

1) Pessoas que não cultivam relacionamentos profundos umas com as outras não conseguem atuar com eficiência.

2) O isolamento total é praticamente intolerável para o ser humano adulto – mesmo que suas necessidades físicas sejam supridas.

3) O isolamento social aumenta o risco de morte tanto quanto o cigarro, e mais do que o sedentarismo ou a obesidade. Pessoas com maior isolamento social apresentam um risco maior de mortalidade por qualquer causa, quando comparados com as pessoas de menor isolamento social. 

4) O isolamento social pode contribuir para o desenvolvimento de doenças infecciosas e cardiovasculares, o aumento da pressão arterial e do hormônio do estresse (cortisol), e a deterioração do funcionamento cerebral. Segundo o estudo, a solidão também interfere na pressão, nos níveis de cortisol e outros hormônios, e nos processos inflamatórios do organismo.

II. O BENEFÍCIO DOS RELACIONAMENTOS

Vejamos agora porque é melhor serem dois do que um.

1) Tem melhor paga do seu trabalho – v. 9
Esforço Mútuo

2) Um levanta o companheiro – v. 10
Apoio mútuo

3) Eles se aquentam um ao outro – v. 11
Estímulo mútuo

4) Os dois resistirão ao ataque – v. 12
Força mútua.

CONCLUSÃO

A absoluta necessidade de integração
A absoluta necessidade de relacionamentos benéficos e sólidos.
A absoluta necessidade de relacionamento com Deus, mediante Jesus Cristo.

COMO ERAM AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO?

O Evangelho de João relata uma passagem da vida de Jesus que leva algumas pessoas a entender que o Espírito Santo não agia entre o povo d...